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terça-feira, 21 de abril de 2015

A primeira vitória de Ayrton Senna

Foi no GP de Portugal de 1985 que Ayrton Senna comemorou a primeira de suas 41 vitórias na Fórmula 1

Em 1985, Ayrton Senna já estava de contrato assinado com a Lotus, depois de causar ótima impressão em sua estreia na Fórmula 1, pela Toleman, um ano antes. Porém, em 1985, o piloto brasileiro começou o ano preocupado, após ter contraído um vírus que lhe deixou com uma paralisia facial no lado direito do rosto.

Quem já teve essa doença sabe o quanto a espera pela cura pode ser angustiante. Com Senna não foi diferente, e ele foi obrigado a ficar de molho e afastado dos testes de inverno por cerca de três meses, sob tratamento, só experimentando o novo carro no início de fevereiro, nos testes em Jacarepaguá.

Àquela altura, Senna passara de jovem promessa do automobilismo a estrela em ascensão, já muito perto de se transformar em ídolo antes mesmo da primeira vitória. Se em 1984 era possível vê-lo na figura de um piloto aparentemente despreocupado, conversando com qualquer um que lhe abordasse no paddock, desta vez Ayrton incorporava um piloto nitidamente mais tenso, levemente mal-humorado e, às vezes, impaciente com fãs e jornalistas.

Para Senna, sua nova fase na Lotus tinha um sabor especial: finalmente contava com um carro à altura de seu talento, capaz de lhe dar condições de lutar com os pilotos e equipes favoritos naquela época. Para a equipe inglesa, era no piloto brasileiro que estavam as esperanças de voltar às vitórias e, com sorte, aos títulos. O acordo era de três anos, e tanto Senna quanto a Lotus sabiam que, embora os planos fossem de longo prazo, esta era a chance de voltar a brigar com os grandes o quanto antes.

A estreia de Senna na equipe inglesa se deu no GP do Brasil, em Jacarepaguá, onde andou bem, de acordo com o que o equipamento lhe permitia. Largando em quarto, manteve um bom ritmo, chegando a alcançar a segunda posição após os pit stops simultâneos de Alain Prost (McLaren) e Michele Alboreto (Ferrari), mas sem completar uma volta inteira nessa condição. Parou faltando 13 voltas para o final, após sofrer um problema elétrico - para decepção da torcida local, eternamente atraída por falsas esperanças. Vitória de Prost.

Em 1985, o GP de Portugal seria palco de mais uma estreia na Fórmula 1: a da equipe alemã Zakspeed, tendo a bordo o piloto inglês Jonathan Palmer. Para os especialistas, os brasileiros tinham chance de fazer uma boa corrida, por conhecerem bem a pista, mas a lógica prevalecia e esperava-se mais um domínio entre Ferrari - desta vez com o sueco Stefan Johansson no lugar do recém-demitido René Arnoux - e McLaren.

E foi no circuito do Estoril que Senna mostrou que, com a Lotus, as coisas seriam diferentes, ao marcar a pole provisória nos treinos de sexta-feira, com o tempo de 1min21.708. Seu companheiro na Lotus, o italiano Elio de Angelis, vinha logo atrás, marcando 1min22.306. Nos treinos de sábado, Senna cravou a primeira das 65 poles de sua carreira na Fórmula 1, estabelecendo o novo recorde da pista, com o tempo de 1min21s007 - sete décimos abaixo do tempo de Nelson Piquet em 1984.

Domingo, 21 de abril de 1985. Durante o warm-up, um susto: a Lotus 97T de Senna teve o motor estourado, de forma repentina, ainda com a pista seca. A equipe resolveu o problema nas horas restantes para a largada, mas o episódio foi o suficiente para deixar Senna apreensivo, pensando em outros imprevistos que pudessem surgir.

Veio a chuva e, para piorar a situação, Senna não tinha qualquer conhecimento do comportamento de sua Lotus com os pneus Goodyear na chuva, pois até então não tinha feito nenhum treino com o carro nessas condições. Após a largada, porém, o piloto brasileiro deu um show na pista, enquanto outros pilotos sucumbiam às rodadas e batidas previsíveis naquele cenário: Philippe Alliot, Riccardo Patrese, Pierluigi Martini e Gerhard Berger, entre outros. Dos 26 que largaram, apenas dez cruzaram a linha de chegada.

No pódio: Michele Alboreto, Ayrton Senna e Patrick Tambay
Vale dizer que, embora muito se valorize a primeira vitória de Senna, por motivos óbvios, a corrida em si não teve grandes emoções. Ele largou na pole e permaneceu na liderança durante toda a prova, chegando ao limite de duas horas previstas pelo regulamento.

Senna sequer se sentiu pressionado, liderando cada volta com uma folga absurda até a bandeirada final, chegando a pouco mais de um minuto de diferença em relação a Alboreto. O único momento em que poderia por tudo a perder ocorreu quando perdeu o controle do carro, andando fora do asfalto em uma curva, com um ligeiro problema nos freios. Fora isso, Ayrton simplesmente aniquilou seus adversários.

Às 12h30 daquele domingo, o Brasil comemorava sua 28ª vitória na Fórmula 1. E às 22h23, o país parou para ouvir, com apreensão, a confirmação da morte do então presidente eleito, Tancredo Neves.

Ao receber a bandeirada, Senna não se conteve. Ainda na reta principal, desacelerou sua Lotus - levando Nigel Mansell a uma freada brusca e a consequente saída da pista -, soltou o cinto de segurança e comemorou de uma forma nunca antes vista diante das câmeras de TV. No pódio, a alegria foi dividida com Alboreto e Patrick Tambay, de uma forma tão sincera e ao mesmo tempo tão rara na Fórmula 1 atual. Um momento que, sem dúvida, permanece até hoje na memória dos fãs.

segunda-feira, 30 de março de 2015

A primeira vitória de Nelson Piquet

 © 1980 - Getty Images

Quando a temporada de 1980 começou, o Brasil vivia uma época de vacas magras na Fórmula 1. Desde a última vitória de Emerson Fittipaldi, na Inglaterra, em 1975, o país não via um piloto brasileiro no lugar mais alto do pódio. Em 1978, chegou perto, quando Emerson terminou em segundo no GP do Brasil, em Jacarepaguá, a bordo do Copersucar. Foi uma festa, mas tanto para a torcida quanto para grande parte da imprensa esportiva, infelizmente acostumadas a valorizar apenas as vitórias, isso não bastava.

Encerrada a temporada de 1979, o descrédito era total e o desinteresse pela Fórmula 1 era tão evidente na época que fez com que a Rede Globo deixasse de transmitir as corridas, entregando-as de bandeja para a TV Bandeirantes (acompanhe a íntegra da corrida no vídeo abaixo, com narração de Galvão Bueno em sua melhor fase e os comentários precisos do saudoso Giu Ferreira).

E foi assim que o Brasil teve, pela primeira vez, uma temporada sendo transmitida na íntegra para todo o país. Azar da Globo, sorte da Bandeirantes, pois justamente depois dessa transição a imagem do Brasil na Fórmula 1 começou a mudar.

Após as três primeiras etapas de 1980 - Argentina, África do Sul e Brasil -, Nelson Piquet, em quem a Brabham vinha apostando desde a saída de Niki Lauda, somava nove pontos e era o terceiro colocado no campeonato, atrás do líder René Arnoux, com 18 pontos, e de Alan Jones, com 16. Até então, este era o melhor resultado de um brasileiro na classificação geral, desde que começara o declínio de Emerson, em 1976.

Para a quarta etapa, a Fórmula 1 desembarcou em Long Beach, nos Estados Unidos. E foi ali que, na tarde de 30 de março, boa parte dos brasileiros voltou a demonstrar algum interesse pela categoria, reiniciando um hábito que, a partir daquele dia, se tornaria constante por mais 14 anos, até a morte de Ayrton Senna.


Piquet marcou a pole position - a primeira de sua carreira na Fórmula 1 -, com o tempo de 1min17s.694, botando quase um segundo de diferença em relação a Arnoux, com quem dividiu a primeira fila do grid. No domingo, um susto: durante o warm-up, Piquet e o irlandês Derek Daly, da Tyrrell, se envolveram em um acidente, fazendo com que a Brabham BT-49 do piloto brasileiro decolasse e caísse violentamente com as quatro rodas no chão, enquanto a Tyrrell seguiu em direção à área de escape. Mas nada de grave aconteceu e o carro de Piquet estava apto para ir à pista.

Na largada, Piquet saiu-se bem e, em poucas voltas, começou a abrir uma boa vantagem sobre o francês Patrick Depailler, da Alfa Romeo, passando a administrar a diferença em relação aos demais durante todo o restante da prova. Com isso, boa parte da emoção da corrida pôde ser vista no pelotão intermediário, onde ocorreu a maior parte das ultrapassagens e também alguns acidentes.

Entre os acidentes, o de maior gravidade acabou pondo um fim à carreira do suíço Clay Regazzoni. O piloto perdeu o controle de sua Ensign na 53ª volta, batendo violentamente contra o muro e ficando preso no cockpit por cerca de 20 minutos. No hospital, foram constatados ferimentos leves na cabeça, fraturas múltiplas na perna direita, lesão na coluna e suspeita de lesões internas. Dias depois, Regazzoni estaria condenado a passar o resto de sua vida em uma cadeira de rodas, até sua morte, em 2006, decorrente de um acidente de trânsito.

Nos momentos finais da prova, Piquet continuava abrindo a diferença em relação aos demais. Na volta 63, com o italiano Riccardo Patrese, da Arrows, na segunda colocação, a vantagem já era de 52 segundos. E a corrida prosseguiu assim, até a bandeirada final, depois de 80 voltas, com Piquet conquistando sua primeira vitória na Fórmula 1. Patrese permaneceu em segundo, com Emerson Fittipaldi completando o pódio, em terceiro, sendo esta a última participação do Fittipaldi F7 na categoria.

Nelson venceu de ponta a ponta, aproveitando também para estabelecer o novo recorde da pista, na volta 38, com o tempo de 1min19s83, quebrando a marca estabelecida por Gilles Villeneuve, em 1979. E de quebra, assumiu a liderança do campeonato, empatado em 18 pontos com Arnoux.

Naquele 30 de março, o Brasil colocou um fim a um jejum de quase cinco anos sem vitórias na Fórmula 1. E Nelson Piquet consolidava, a partir daquele dia, o início de sua bela carreira.

Pos Piloto País Equipe / Motor Diferença / Abandono Voltas
1  Nelson Piquet  Brabham / Ford - 80
2  Riccardo Patrese  Arrows / Ford  a 49.212s 80
3  Emerson Fittipaldi  Fittipaldi / Ford  a 1:18.563s 80
4  John Watson  McLaren / Ford  a 1 volta 79
5  Jody Scheckter  Ferrari / Ferrari  a 1 volta 79
6  Didier Pironi  Ligier / Ford  a 1 volta 79
7  Jochen Mass  Arrows / Ford  a 1 volta 79
8  Derek Daly  Tyrrell / Ford  a 1 volta 79
9  René Arnoux  Renault / Renault  a 2 voltas 78
10  Jean-Pierre Jabouille  Renault / Renault  a 9 voltas 71
-  Keke Rosberg  Fittipaldi / Ford  Superaquecimento 58
-  Clay Regazzoni  Ensign / Ford  Acidente 50
-  Bruno Giacomelli  Alfa Romeo / Alfa Romeo  Colisão 49
-  Alan Jones  Williams / Ford  Colisão 47
-  Gilles Villeneuve  Ferrari / Ferrari  Transmissão 46
-  Patrick Depailler  Alfa Romeo / Alfa Romeo  Suspensão 47
-  Jacques Laffite  Ligier / Ford  Furo no pneu 36
-  Eddie Cheever  Osella / Ford  Transmissão 11
-  Carlos Reutemann  Williams / Ford  Transmissão 3
-  Jean-Pierre Jarier  Tyrrell / Ford  Acidente 3
-  Elio de Angelis  Lotus / Ford  Acidente 3
-  Jan Lammers  ATS / Ford  Transmissão 0
-  Mario Andretti  Lotus / Ford  Acidente 0
-  Ricardo Zunino  Brabham / Ford  Acidente 0
NQ  Dave Kennedy  Shadow / Ford  Não se qualificou -
NQ  Geoff Lees  Shadow / Ford  Não se qualificou -
NQ  Stephen South  McLaren-Ford  Não se qualificou -
NP  Marc Surer  ATS / Ford  Não participou (ferido) -

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Em Interlagos, a primeira vitória de José Carlos Pace

José Carlos Pace, o inesquecível Môco
Hoje é um dia muito especial para a história do automobilismo brasileiro, especialmente para aqueles que acompanhavam a Fórmula 1 nos anos 70. No dia 26 de janeiro de 1975, há exatos 40 anos, José Carlos Pace, o velho Môco, conquistou sua primeira e única vitória na categoria. E tinha que ser em sua casa, no Autódromo de Interlagos, que, dez anos depois, seria oficialmente batizado com seu nome, em uma justíssima homenagem.

Para a temporada de 1975, a Brabham deu a Pace um novo carro, tendo como base o mesmo modelo do ano anterior, o BT44, criando assim uma versão B, mas com uma série de melhorias, entre elas mudanças estruturais no cockpit, visando à proteção do piloto, a redução do peso total do carro, deixando-o mais próximo dos 575 kg mínimos exigidos pelo regulamento. O objetivo era repetir ou superar os resultados de 1974, em que a equipe obteve um total de três vitórias - todas com o argentino Carlos Reutemann -, uma pole position, seis pódios e 35 pontos no campeonato.

Tudo isso deixou Pace bastante animado. Além do carro modificado e melhorado, outro motivo de comemoração era o contrato de patrocínio recém-fechado com a Martini. E os resultados não demoraram a surgir. Já na etapa de abertura, na Argentina, Pace largou na primeira fila, em segundo, atrás de Jean-Pierre Jarier, da Shadow.

Durante a prova, Pace teve de lutar contra uma incômoda dor nas costelas, causada por um ajuste mal feito no banco do carro, que fazia com que seu corpo se movesse dentro do cockpit durante as curvas. Chegou a liderar por alguns instantes, quando rodou ao passar sobre o pó químico usado para apagar o incêndio no Copersucar de Wilsinho Fittipaldi, caindo para o sétimo lugar. Nas voltas seguintes, Pace foi se recuperando aos poucos, até chegar à quarta posição, atrás de Emerson Fittipaldi (McLaren), James Hunt (Hesketh) e Carlos Reutemann (Brabham), quando teve de abandonar na 49ª volta, com o motor estourado.

Apesar da frustração de não terminar a prova, Pace foi aplaudido de pé pela torcida local, que lhe atribuiu o carinhoso apelido de Pace Corazón, graças ao arrojo mostrado na pista. Nos boxes, foi recebido com festa pela equipe.

Depois da boa atuação em Buenos Aires, Pace passou a ser visto como um dos favoritos à vitória no GP do Brasil, em Interlagos, mas Môco demonstrava ter os pés no chão, quando disse, em entrevista à Folha de S. Paulo: "Vou poder brigar, correr com possibilidade e isso me anima. Sei que tenho que enfrentar o Emerson, o Peterson, o Reutemann, as Ferrari, o Shadow, o Tyrrell e ainda o James Hunt, que está correndo para vencer e tem carro. A corrida é equilibrada e isso torna tudo mais difícil".

Em Interlagos, já livre das dores que o incomodaram na Argentina, Pace também sentia-se bem sob o aspecto psicológico. Nos treinos, classificou-se em sexto, com o tempo de 2min31s58, três posições atrás de seu companheiro de equipe, Carlos Reutemann.

Na largada, Pace tirou bom proveito do carro, ultrapassando as Ferrari de Clay Regazzoni e Niki Lauda ainda na primeira volta, além de Emerson, que largou mal e caiu para a sexta posição. Na quinta volta, Jean-Pierre Jarier era o líder, com Reutemann em segundo. Pace manteve-se em terceiro até a 13ª volta, quando ultrapassou Reutemann no final da Reta Oposta, para delírio da multidão presente em Interlagos.

José Carlos Pace a bordo do Brabham BT44B, tirando proveito das modificações feitas para a temporada de 1975

Na volta 27, o motor da Shadow de Jarier falhou momentaneamente, reduzindo em 12 segundos a diferença em relação a Pace. Atrás deles, vinham Regazzoni, Emerson, Jochen Mass (McLaren) - que vinha fazendo uma excelente corrida, após largar em décimo -, Patrick Depailler (Tyrrell), Lauda e Reutemann. Três voltas depois, Jarier voltou a abrir vantagem, marcando 18 segundos sobre Pace, que por sua vez tinha quase dez segundos de diferença em relação a Emerson Fittipaldi.

A oito voltas para o final, Jarier sucumbiu, parando seu carro logo após a Curva do Sol. O piloto francês sai do carro bastante irritado, chuta um dos pneus e passa o restante da prova tendo de se conformar com o resultado inesperado. Seria sua primeira vitória na Fórmula 1, mas Jarier pagou o preço por exigir demais do carro, mesmo com os insistentes apelos do chefe de equipe, Don Nichols, para que poupasse o equipamento.




A essa altura, Pace seguia como líder, na sua terra e diante de sua torcida. Dez segundos depois, Emerson tentava a todo custo reduzir a diferença, sem sucesso, pois seu carro vinha saindo de traseira a cada curva. Com isso, Pace manteve a liderança, de onde não saiu mais, até a bandeirada final. Emerson terminou em segundo, estabelendo assim a primeira dobradinha brasileira na Fórmula 1, seguido pelo alemão Jochen Mass, seu companheiro na McLaren.



De volta ao pitlane, Pace foi praticamente arrancado de dentro do carro pela torcida em êxtase, que o carregou nos braços. Sabiamente, a polícia não demorou a agir e tratou de levá-lo para os boxes, para que pudesse descansar um pouco e se recompor. Eram outros tempos, em que os rígidos protocolos de hoje ainda não se faziam presentes. Chegando lá, Pace não aguentou. Jogou-se ao chão e desandou a chorar, sendo amparado pela esposa, Elda, e pela mãe, dona Amélia.

Momentos depois, já no pódio, foi abraçado por Emerson, enquanto agitava a bandeira nacional e ouvia a torcida gritar seu nome sem parar. Elda estava ao seu lado, grávida de seu segundo filho, Rodrigo, que nasceria quatro meses depois. Após receber o troféu de vencedor do então prefeito Miguel Colassuono e ouvir o Hino Nacional, Pace ganhou também o abraço de Jochen Mass.

Pace comemora a vitória no pódio, tendo ao seu lado a mulher, Elda, e os pilotos Emerson Fittipaldi e Jochen Mass

De volta aos boxes, durante as entrevistas, Pace repetia e agradecia repetidamente a todos os que confiaram nele até aquele momento, incluindo a torcida brasileira. Um momento que, sem dúvida, ficará guardado para sempre na história do nosso automobilismo.