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quinta-feira, 26 de março de 2015

Pitacos malaios #2

 © 2015 - Williams Martini Racing
A Williams, obviamente, espera terminar a corrida com seus dois pilotos marcando pontos, agora que os médicos liberaram Valtteri Bottas para participar da prova. Desnecessário dizer que a equipe também espera - e nós também - diminuir a vantagem em relação aos carros da Mercedes.

E por falar em Mercedes, além de um pódio atípico em 2010, com Nico Rosberg, há dois anos a equipe vem tendo um ótimo desempenho na Malásia. Por enquanto, não há nada que indique que a equipe não vá repetir este resultado no próximo fim de semana, mesmo com a Williams e a Ferrari caminhando forte para dar muito trabalho à turma de Brackley.

Em 2013, a equipe terminou a corrida em Sepang com Lewis Hamilton no pódio, em terceiro, e Rosberg em quarto. No ano passado, conquistou a primeira das 12 dobradinhas que fez até agora em sua nova fase, com Hamilton em primeiro e Rosberg em segundo. A equipe também tem em seu histórico outras cinco, entre 1954 e 1955, sempre com o argentino Juan Manuel Fangio ocupando um dos dois primeiros lugares do pódio.

E o Nico Rosberg, que confessou usar um absorvente na testa para impedir que o suor caia sobre seus olhos durante treinos e corridas? Duvida? Então assista ao vídeo abaixo.


Ter um absorvente sobre a cabeça pode ser bem esquisito, mas não é algo inédito. Em março de 1974, John Lennon, abastecido com altas doses de álcool, entrou um restaurante em Los Angeles com um absorvente da marca Kortex sobre a cabeça, dando início a um barraco tão grande que, mais tarde, ficou conhecido como o fim-de-semana perdido.

 © 2015 - Williams Martini Racing
Voltando à Williams, acho que a equipe ganha e muito com ao contratar Adrian Sutil como piloto reserva e, naturalmente, substituto imediato de Felipe Massa e Valtteri Bottas, quando for necessário. Com 128 GPs no currículo e experiência recente de corrida, Sutil é o piloto ideal para isso, embora pese contra ele o fato de ser o recordista de GPs disputados sem nunca ter subido ao pódio.

Se alguém ainda tinha esperanças de ver Susie Wolff ocupando um dos carros da equipe em uma corrida, vai continuar esperando. A equipe sabe que a piloto é muito mais útil como ferramenta de marketing do que na pista. Assim como Carmen Jordá, da Lotus, Susie é apenas mais um rostinho bonito.

Com isso, a Sauber respira aliviada, pois não creio que Sutil vá querer mover uma ação contra a equipe, após ter sido dispensado sem explicações no final do ano passado. Ele tem esse direito, é claro, mas, nesse momento, seria se queimar à toa. Melhor ficar quieto, por enquanto.

E que coisa feia a atitude de Sebastian Vettel, ao recusar o convite de Nico Rosberg para a reunião com os engenheiros da Mercedes, marcada para amanhã à tarde. Para ele, tudo não passou de uma jogada de marketing. E isso depois de Rosberg ter confirmado, pelo Twitter, que o convite era pra valer, com o aval de sua equipe. Coisa de piloto babaca. Essa é a Fórmula 1 dos nossos dias. Uma pena.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O que esperar do GP de Abu Dhabi?

Daqui a dois dias, a Fórmula 1 encerra a temporada de 2014 trazendo para Abu Dhabi uma das decisões mais aguardadas nos últimos anos. E isso por conta da reviravolta na fase final do campeonato, quando, a partir do GP da Itália, Lewis Hamilton, aparentemente, aprendeu a lidar com a pressão psicológica de Nico Rosberg, dando início à incrível sequência de cinco vitórias que levou à liderança do Mundial de Pilotos.


Foi nesse momento que, a meu ver, Rosberg vacilou, perdendo oportunidades cruciais para colocar o jogo novamente a seu favor. Se a sequência de quatro pódios, incluindo a vitória em Interlagos, não o deixou tão afastado de Hamilton na tabela de pontos, o abandono em Cingapura pode ter sido determinante para que o sonhado título tenha lhe escapado das mãos de forma antecipada, colocando-o em evidente desvantagem no circuito de Yas Marina.

Se por um lado a pista dos Emirados Árabes causa impacto pelo luxo e exuberância, por outro é capaz de produzir uma das corridas mais monótonas do campeonato, mesmo com mais uma decisão de título nas costas (a primeira foi em 2010, com Sebastian Vettel campeão). Sendo mais uma cria de Hermann Tilke, a pista é, ao longo de seus 5.554 km de distância, um mix de longas retas, que exigem o máximo do motor, e trechos de baixa velocidade, castigando os freios.


De certo modo, não deixa de ser um desafio aos pilotos, embora não garanta a frequência de ultrapassagens que todos gostaríamos de ver. De interessante mesmo, só o fato de a corrida ter início ao entardecer e terminar já durante a noite.

A combinação de resultados em Abu Dhabi, somada à idiotice da pontuação dobrada desta última etapa, dá a Hamilton uma vantagem considerável para garantir o título, embora a tarefa não seja nada fácil. Se vencer ou terminar em segundo, independentemente da posição de Rosberg, subirá ao pódio de Yas Marina como bicampeão. Se Rosberg vencer a corrida, terá que torcer para que Hamilton termine em terceiro para ser o campeão. Com Rosberg terminando em segundo, o título só virá caso Hamilton tenha um mau desempenho e não passe da sexta posição, o que é pouco provável, embora não impossível.

Existem outras possibilidades de resultados que, provavelmente, farão com que os torcedores mais fanáticos fiquem fazendo cálculos durante todo o andamento da corrida, o que pode ser bem interessante. Mesmo em Abu Dhabi.

Crédito das imagens: The Independent e Formula 1® - The Official F1® Website