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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Fórmula 1 atrás das grades

Como muitos já devem saber, Eddie Irvine foi condenado hoje, pela Justiça italiana, a cumprir seis meses de prisão. O motivo foi uma briga em uma boate de Milão, em dezembro de 2008, com Gabriele Moratti, que também recebeu a mesma pena. Gabriele é filho da ministra da Educação da Itália, Letizia Moratti.

Nenhum dos dois deverá cumprir a pena, pois o processo, que prescreve em 2015, está agora nas mãos da promotoria pública, uma vez que existe a possibilidade de algumas testemunhas terem cometido perjúrio durante o julgamento. Mais detalhes sobre o caso podem ser lidos na reportagem do Grande Prêmio.

Irvine não é o primeiro ex-piloto da Fórmula 1 a ter problemas com a polícia. Lembro de pelo menos quatro nomes que passaram por isso, com alguns tendo a amarga experiência de um dia ver o sol nascer quadrado. Acompanhe aí embaixo.

Mika Salo - Em 1990, ainda bem jovem, quando ainda buscava um lugar ao sol competindo na Fórmula 3 Inglesa, teve sua habilitação cassada, após ter sido flagrado dirigindo embriagado. Com a carreira comprometida na Europa, passou três anos competindo no Japão. Em outubro do ano passado, após retornar de Cingapura - onde trabalhou como comentarista da prova da Fórmula 1 para uma emissora de TV -, ficou detido por dois dias em Helsinque, na Finlândia, por conta de um processo aberto sob a acusação de sonegação fiscal.


Jos Verstappen - Se nas pistas nunca demonstrou a agressividade necessária para se destacar, é com as mulheres que Jos Verstappen mostra sua valentia. E a folha corrida do ex-piloto holandês não é pequena. Em 2002, foi condenado após fraturar o crânio de um homem durante uma briga em uma pista de kart. Em 2008, condenado a três meses de prisão por agressão à sua ex-mulher, mas tendo apenas que pagar uma multa. E em 2012, chegou a ser preso sob a acusação de tentativa de homicídio, depois de agredir a ex-namorada.

Bertrand Gachot - É conhecido até hoje por ter sido preso em 1991. O episódio ocorreu quando ele competia pela Jordan, equipe estreante na Fórmula 1, pela qual vinha tendo seu melhor ano na categoria. Em Londres, após se envolver em uma briga de trânsito com o taxista britânico Eric Court, a quem agrediu com gás paralisante, foi condenado e passou dois meses atrás das grades. Com isso, seu lugar na Jordan ficou vago e acabou ocupado por um tal de Michael Schumacher. O resto é história.

John Riseley-Prichard - Após disputar provas de pouca relevância, ter uma breve passagem pela Fórmula 1, em 1954, e correr na trágica 24 Horas de Le Mans de 1955, encerrou sua curta carreira no automobilismo. Longe das pistas, ganhou a vida como corretor de seguros e foi sócio de uma sex shop. Pouco depois, foi acusado de envolvimento com pornografia infantil e pedofilia, sendo obrigado a fugir para a Tailândia para não ser preso. Morreu em 1993, vítima de complicações decorrentes da aids.

A Fórmula 1 também é recheada de muitos outros casos semelhantes envolvendo donos de equipe que, de um dia para o outro, também foram obrigados se entender com a Justiça. Você lembra quais são? Diga aí na área de comentários. :-)