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sexta-feira, 20 de março de 2015

Rubens Barrichello no "Agora É Tarde", da Band

 © 2015 - Divulgação / Band
Muito boa a entrevista que Rubens Barrichello concedeu ao humorista Rafinha Bastos em seu programa Agora é Tarde, exibido na madrugada de hoje pela Band.

Quem esperava algo constrangedor (e me incluo nesse caso), se surpreendeu com o que viu. De cara, esbanjando o bom humor de sempre, Rubens entrou logo no clima do programa, falando sobre as piadas das quais sempre é alvo, dando a abertura necessária para as brincadeiras e gozações características de Rafinha Bastos ao longo de toda a entrevista. Tudo em um clima leve e bem divertido.

A partir daí, Rubens falou um pouco sobre tudo: o início da carreira no automobilismo, a felicidade de correr ao lado de Ayrton Senna, a pressão colocada em suas costas após a morte do tricampeão, o polêmico GP da Áustria de 2002, a nova fase como piloto da Stock Car e sua saída da Globo, onde trabalhava como comentarista de Fórmula 1.

Ao falar dos seis anos em que correu pela Ferrari, mais uma vez, não entrou em detalhes sobre o que ouviu da equipe durante a corrida na Áustria. Talvez a gente só vá saber o que realmente aconteceu daqui a muitos anos. Ou nunca. E ao comentar sobre Michael Schumacher, Barrichello teve maturidade suficiente para reconhecer seu valor como heptacampeão, mas ressaltando que, em circunstâncias normais, talvez um desses títulos poderia ter sido seu. Bem diferente do "deveria ter sido meu" divulgado ontem pela imprensa brasileira. Mas é como ele mesmo disse: isso só aconteceria em circunstâncias normais.

Para os leigos - e são muitos quando se trata de fãs de Fórmula 1 no Brasil -, uma declaração como essa pode parecer fruto de algum ressentimento que Barrichello ainda tenha em relação ao ex-piloto alemão, ainda mais se levarmos em consideração que tudo o que ele diz, muitas vezes, é publicado fora de contexto. Nessa entrevista, porém, sua lógica faz sentido e nem de longe se assemelha ao que boa parte da imprensa divulgou ontem, horas antes da veiculação do programa. Na dúvida, assista à entrevista e tire suas conclusões. Feito isso, a área de comentários deste blog é toda sua.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O primeiro título de Michael Schumacher

Benetton e Schumacher festejam título
Hoje, dia 13 de novembro, faz 20 anos que Michael Schumacher conquistou seu primeiro título na Fórmula 1. E a conquistou veio de forma polêmica, jogando o carro pra cima de Damon Hill, o que acabou manchando parte de sua bela carreira. A partir daí, isso fez com que muitos fãs da categoria - principalmente os brasileiros - o classifiquem até hoje como um piloto sujo. Seus feitos nas temporadas seguintes - incluindo a de 1997, onde novamente aprontou, contra Jacques Villeneuve - provaram o quanto estavam e estão errados.

Depois de uma temporada conturbada e inesquecível no âmbito emocional - quando viu a morte de perto na categoria, com as perdas de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna -, Schumacher ainda precisou enfrentar o rigor da FIA, com quatro punições resultantes do não cumprimento a um stop & go no GP da Inglaterra, suspensão de duas corridas para pagar a infração (Itália e Portugal) e de irregularidades encontradas em seu carro no GP da Bélgica. Com isso, aos poucos, Schumacher viu Hill se aproximando da luta pelo título, chegando à Austrália com diferença de apenas um ponto.

O que se viu a partir daí, entrou para a história. Schumacher campeão - às custas de um sorriso cínico e das lágrimas de Hill - e Nigel Mansell vencendo pela última vez na Fórmula 1.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Forza, Schumacher!

Em um dia que deveria ser de festa - ainda que discreta, ao lado da família, como Michael Schumacher desejava comemorar seus 45 anos -, fãs de automobilismo do mundo todo aguardam hoje, ansiosamente, para que o ex-piloto alemão acrescente mais um número à sua honrosa lista de 91 vitórias. Se conseguir, sem dúvida terá sido a mais importante de sua vida.

Embora o heptacampeão siga lutando como um bravo no leito de um hospital, a imprensa - depois de ouvir os médicos que estão cuidando do ex-piloto - faz sua parte e segue juntando informações com médicos especialistas para tentar entender melhor a gravidade da situação e o que poderá acontecer com Schumacher, levando em consideração os danos em seu cérebro causados pelo acidente.

Confesso que fiquei bastante apreensivo, depois de observar a imagem abaixo, divulgada há poucos dias pela Agence France-Presse, e que mostra de que maneira o cérebro do ex-piloto foi afetado logo após a pancada na cabeça e quais foram os procedimentos iniciais adotados pelos médicos para reduzir a pressão intracraniana.


Embora a imagem não especifique os locais exatos de cada lesão, é possível se ter uma noção da gravidade da situação. Além disso, também me chamaram a atenção os riscos decorrentes do acidente, independentemente do tempo em que Schumacher ficará internado. A lista é assustadora: perda de memória, problemas cognitivos, paralisia, perda de equilíbrio, epilepsia e, finalmente, morte.

Com base nessas informações, e levando em conta a pouca idade e a condição física de Schumacher, acredito que ele sobreviverá ao acidente. Ainda assim, nada é garantido, haja vista o que aconteceu no final do ano passado com Maria de Villota, um ano e três meses após seu acidente nos testes da Marussia. Mesmo sobrevivendo, creio que seja muito difícil Schumacher sair dessa sem sequelas, dada a violência do choque.

Como se sabe, qualquer novidade sobre o estado de saúde do ex-piloto só será dada pelos médicos caso ocorra alguma alteração em seu quadro. Diante disso, só nos resta esperar e torcer para que o mais bem-sucedido campeão da história da Fórmula 1 continue lutando como o guerreiro que sempre foi e que muito em breve tenhamos boas notícias.