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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ronda dos blogs (27/11/2014)

A partir de agora, tentarei, na medida do possível, fazer uma ronda pelos blogs que costumo ler nos primeiros minutos da manhã (mas não todos os dias, pois o tempo é curto). São os mesmos que estão indicados aqui no Almanaque da Fórmula 1, na seção Blogs Recomendados. A ideia é comentar, sempre que possível, alguns posts de destaque publicados por blogueiros e jornalistas que, na minha opinião, sempre têm algo a dizer, mesmo que em alguns casos eu não concorde com eles.

Inicialmente, isso será feito em caráter experimental, sem periodicidade regular, pois não quero me prender a nenhuma agenda programada (o tempo é curto, como já disse antes). Acho que pode sair algo bem legal dessa ideia. E quem quiser sugerir outros blogs interessantes e que valha a pena eu conhecer, é só me avisar usando a área de comentários deste blog. Manifestem-se, pessoal!

Na tarde de ontem, o jornalista inglês Adam Cooper comentou em seu blog sobre a decisão da Comissão da Fórmula 1 em abolir, já em 2015, o sistema de pontuação dobrada e a ideia da relargada parada, após a entrada do Safety Car. Falta agora o Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA aprovar tais decisões, na reunião da semana que vem, dia 3 de dezembro.


No A Mil por Hora, Rodrigo Mattar destaca a demissão de Jean-Eric Vergné pela Toro Rosso, anunciada pelo próprio piloto em seus perfis nas redes sociais. A Toro Rosso ainda não se pronunciou, e provavelmente só o fará quando for confirmado o substituto.

Tudo indica que seja o espanhol Carlos Sainz Jr., atual campeão da World Series by Renault. Rodrigo fez ainda uma descrição perfeita da política da Red Bull de revelar talentos por meio de sua equipe satélite, para depois dispensá-los sem motivos aparentes.

Essa é a Fórmula 1 dos tempos atuais. Tira de campo um cara talentoso como Vergné e mantém alguém como Maldonado ocupando espaço na pista e no cockpit.

No Total Race, Luís Fernando Ramos, o Ico, comenta sobre a saída repentina de Marco Mattiacci do comando da Ferrari, dando lugar a Maurizio Arrivabene. E aproveita para fazer uma comparação da gestão atual da equipe com a de tempos atrás, quando o time italiano, graças à sua mentalidade tacanha, amargava um jejum de 21 anos sem fazer um piloto campeão.

Sobre a mudança na direção do time, Ico afirma: "a Ferrari quer alguém que vá defender os interesses da equipe em detrimento aos do esporte neste momento de conversa sobre a crise político-econômica do esporte."

Por enquanto é isso. Fiquem à vontade para comentar logo abaixo desse post, sugerir outros blogs que talvez eu ainda não conheça. Escrevam à vontade!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

As imagens do GP de Abu Dhabi

Clique no link do álbum para ter acesso a quase 400 fotos do GP de Abu Dhabi, disponíveis na fanpage do Almanaque da Fórmula 1.

Force India apresenta: Info Wing

Dos testes coletivos que estão sendo realizados desde ontem em Abu Dhabi, a novidade ficou mesmo com o chamado Info Wing, ou "Info Asa", em bom português. Trata-se de um dispositivo composto de telas de LED, desenvolvido por Anthony Hamilton - pai do Lewis - e posicionado acima da entrada de ar, nas laterais das câmeras onboard. O objetivo é transmitir ao público informações como as três letras que identificam o sobrenome do piloto, sua posição na corrida, o pneu que está sendo usado e o número de pit stops.


O dispositivo foi testado hoje pelo australiano Spike Goddard, no teste coletivo do qual participou hoje, pela Force India, a bordo do VJM07. A ideia é que, no que depender da FIA, o equipamento comece a ser usado na temporada de 2015. Outros protótipos também estão sendo desenvolvidos para categorias como DTM, Indy, NASCAR, kart e motos.


Ainda não encontrei nenhum vídeo mostrando o Info Wing em funcionamento. Por enquanto, fiquem com as fotos. De qualquer modo, não vejo muito sentido em seu uso. Na TV, acho desnecessário, pois já temos acesso a dados relevantes em todas transmissões para que se tenha compreensão do andamento da corrida. Ainda assim, serão feitos testes para saber se na telinha a coisa realmente funciona.

Nos autódromos, dependendo do ponto em que o torcedor estiver posicionado, talvez não seja tão fácil enxergar essas informações, principalmente durante o dia e com os carros em alta velocidade. E com telões espalhados por toda a pista, mostrando a transmissão oficial da FOM, talvez as pessoas não fiquem prestando muita atenção nisso. Tudo vai depender dos testes que serão feitos nos próximos meses.

E o que vocês acham? Será que a ideia vai vingar?

Crédito das Imagens: Hamilton Management Group e Sutton Images

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ciao, Marco Mattiacci!

Sete meses de trabalho. Parece pouco, mas foi esse o tempo que durou a permanência de Marco Mattiacci na Fórmula 1, quando substituiu Stefano Domenicali no comando esportivo da Ferrari. A temporada de 2014 mal acabou e, às 10h da manhã de ontem, a equipe soltou o comunicado anunciando sua demissão. Em seu lugar, entra Maurizio Arrivabene, da área de marketing da Philip Morris, parceira de longa data da equipe italiana por meio da marca Marlboro.

Em 2014, a expressão "21 anos" entrou em cena novamente. Até o ano 2000, a equipe teve de esperar 21 anos para que Michael Schumacher acabasse com o jejum de títulos. E agora, 21 anos depois, pela primeira vez a Ferrari termina uma temporada sem vencer uma corrida.

A atmosfera anda carregada nos arredores de Maranello. Em português bem claro: a casa caiu. E o desespero por resultados se traduziu ontem de manhã, com a degola de Mattiacci. Sua chegada ao novo ambiente, em abril, sempre foi vista com desconfiança. O motivo era a falta de intimidade com a Fórmula 1. Culpa dele? De forma alguma. Na Ferrari desde 2001, sua carreira foi toda voltada para a área de negócios, onde teve sucesso em mercados pouco explorados pela marca italiana no segmento de carros de rua, como China e Estados Unidos.

Em outras palavras, seu papel era, como se diz no mundo corporativo, "alavancar as vendas" (aliás, como são ridículos jargões desse tipo!). Ainda assim, isso não fazia de Mattiacci apenas "um vendedor de carros", como disse Galvão Bueno recentemente, em mais um arroubo de ignorância transmitido em rede nacional.

Por conta de seu pouco contato com o automobilismo esportivo, e em especial a Fórmula 1, acredito que sua indicação para o lugar de Domenicali tenha sido um dos últimos erros cometidos por Luca di Montezemolo. Mattiacci era visto com bons olhos pelo novo presidente, Sergio Marchionne, por conta de seus resultados no Oriente e na América do Norte. Justamente por isso é que sua saída repentina repercutiu mal e dá sinais de que a equipe quer mudanças internas significativas e resultados. A presença do vice-presidente, Piero Ferrari, em Abu Dhabi certamente não aconteceu por mero acaso.

Embora eu não enxergasse em Mattiacci alguém que fosse salvar a equipe dessa fase de sufoco, não imaginava que ele fosse durar tão pouco tempo em sua nova posição de comando. Fazendo uma análise bem superficial, vejo sua saída prematura como um tremendo equívoco, típica decisão de quem só pensa em resultados de curtíssimo prazo. Com a casa bagunçada - lembrando a Ferrari dos anos 80 e 90 - e um carro já nascido todo errado, não havia ninguém que pudesse virar o jogo rapidamente, na fase final do campeonato. Mattiacci merecia mais tempo na equipe.

Quem acompanha atentamente os meandros da Fórmula 1 sabe que, nesse mundo tão particular, não existe milagre, e sim trabalho sério, de médio a longo prazo, sem abandonar o foco em resultados. Foi assim com Jean Todt no passado e, creio eu, deverá ser este o caminho a ser tomado por Arrivabene no futuro. Sair cortando cabeças no curto prazo não me parece ser a melhor opção, embora Mattiacci tenha feito uso do mesmo artifício. O ex-diretor de motores e eletrônica da equipe, Luca Marmorini, que o diga.

Não há jornalista ou fã no mundo que seja mais capaz do que esses caras para conduzir a gestão de uma equipe de Fórmula 1. Mas é que algumas coisas parecem ser tão óbvias que às vezes fica difícil não tecer opiniões sobre como elas poderiam ser feitas. Resta saber se em Maranello esse povo também pensa nisso, em coisas óbvias.

Hoje de manhã, o site da revista Autosport publicou uma reportagem sobre a verdadeira razão para a saída repentina de Mattiacci. Muito se falava sobre sua incapacidade de lidar com Fernando Alonso, o que acabou causando o término da relação do piloto espanhol com o time italiano. Tudo balela. Os verdadeiros motivos são outros. O que a Ferrari quer mesmo é garantir seu poder de influência política junto a Bernie Ecclestone. Para Sergio Marchionne, a pessoa mais indicada para atingir esse objetivo é Arrivabene, que é mais próximo de Ecclestone e sabe muito bem como o chefão da Fórmula 1 pensa e trabalha, algo que Mattiacci não conseguiu em sete meses no comando da equipe. Ainda assim, tirá-lo de campo tão cedo foi um equívoco.

Crédito das Fotos: Getty Images

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Lotus no livro dos recordes

Se nas pistas a Lotus não fez grande coisa na temporada de 2014, é nas redes sociais que a equipe tem conseguido chamar a atenção entre seus fãs. E conseguiu fazer isso mais uma vez, depois de ter seu nome incluído no Guinness Book depois de bater o recorde de salto de caminhão.

O motivo foi este comercial da EMC², patrocinadora da equipe e especializada em soluções de armazenamento e gerenciamento de dados, lançado nas redes sociais na última sexta-feira, dia 21. A bordo do caminhão e do Lotus E22, respectivamente, estavam os pilotos e especialistas em manobras radicais Mike Ryan e Martin Ivanov.

O comercial foi filmado em uma antiga pista usada pela Força Aérea Real, em Bentwaters, nos arredores de Londres. Vale a pena assistir.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O que esperar do GP de Abu Dhabi?

Daqui a dois dias, a Fórmula 1 encerra a temporada de 2014 trazendo para Abu Dhabi uma das decisões mais aguardadas nos últimos anos. E isso por conta da reviravolta na fase final do campeonato, quando, a partir do GP da Itália, Lewis Hamilton, aparentemente, aprendeu a lidar com a pressão psicológica de Nico Rosberg, dando início à incrível sequência de cinco vitórias que levou à liderança do Mundial de Pilotos.


Foi nesse momento que, a meu ver, Rosberg vacilou, perdendo oportunidades cruciais para colocar o jogo novamente a seu favor. Se a sequência de quatro pódios, incluindo a vitória em Interlagos, não o deixou tão afastado de Hamilton na tabela de pontos, o abandono em Cingapura pode ter sido determinante para que o sonhado título tenha lhe escapado das mãos de forma antecipada, colocando-o em evidente desvantagem no circuito de Yas Marina.

Se por um lado a pista dos Emirados Árabes causa impacto pelo luxo e exuberância, por outro é capaz de produzir uma das corridas mais monótonas do campeonato, mesmo com mais uma decisão de título nas costas (a primeira foi em 2010, com Sebastian Vettel campeão). Sendo mais uma cria de Hermann Tilke, a pista é, ao longo de seus 5.554 km de distância, um mix de longas retas, que exigem o máximo do motor, e trechos de baixa velocidade, castigando os freios.


De certo modo, não deixa de ser um desafio aos pilotos, embora não garanta a frequência de ultrapassagens que todos gostaríamos de ver. De interessante mesmo, só o fato de a corrida ter início ao entardecer e terminar já durante a noite.

A combinação de resultados em Abu Dhabi, somada à idiotice da pontuação dobrada desta última etapa, dá a Hamilton uma vantagem considerável para garantir o título, embora a tarefa não seja nada fácil. Se vencer ou terminar em segundo, independentemente da posição de Rosberg, subirá ao pódio de Yas Marina como bicampeão. Se Rosberg vencer a corrida, terá que torcer para que Hamilton termine em terceiro para ser o campeão. Com Rosberg terminando em segundo, o título só virá caso Hamilton tenha um mau desempenho e não passe da sexta posição, o que é pouco provável, embora não impossível.

Existem outras possibilidades de resultados que, provavelmente, farão com que os torcedores mais fanáticos fiquem fazendo cálculos durante todo o andamento da corrida, o que pode ser bem interessante. Mesmo em Abu Dhabi.

Crédito das imagens: The Independent e Formula 1® - The Official F1® Website

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Eliseo Salazar chega aos 60!

O chileno Eliseo Salazar, que hoje comemora 60 anos de vida, é o único piloto de seu país a ter chegado à Fórmula 1. E lá se vão mais de 30 anos. Para os fãs brasileiros, este nativo de Santiago, nascido em 14 de novembro de 1954, é conhecido até hoje por uma única razão, indepentemente de qualquer resultado que tenha tido na categoria: ter levado uns sopapos de ninguém menos do que Nélson Piquet.

Após alguns anos disputando provas de rali e de Fórmula 4, no Chile e na Argentina, Salazar foi tentar a sorte na Europa em 1979, onde disputou a Fórmula 3 Britânica - graças a uma de Piquet - e, no ano seguinte, a Fórmula Aurora, onde foi vice-campeão.

A estreia na Fórmula 1 se deu em 1981, na March, com a qual só conseguiu disputar o GP de San Marino, que abandonou por problemas na pressão do óleo. Nesse mesmo ano, trocou de equipe, assinando com a Ensign, onde também não teve muita sorte, encerrando a temporada com apenas um ponto, obtido no GP da Holanda. Em 1982, já pela equipe alemã ATS, abandonou em quase todas as etapas, tendo como único bom resultado um quinto lugar em San Marino. Mas foi no GP da Alemanha, em Hockenheim, que tornou-se famoso e protagonizou a cena que marcaria para sempre sua carreira de piloto.

Salazar a bordo do Ensign N180B, no GP do Canadá, em Montréal

Nélson Piquet (Brabham) liderava a prova sem grande esforço, após ultrapassar Alain Prost (Renault) logo após a largada e René Arnoux (Renault) já na segunda volta. Tudo corria bem até a 18ª volta, quando encontrou Salazar pelo caminho, na 13ª posição e com uma volta a menos. Piquet ultrapassou o chileno sem problema algum, mas ao fazer a tomada para a Ostkurve, Salazar calculou mal o tempo de frenagem e atingiu levemente o pneu traseiro esquerdo da Brabham, levando os dois ao abandono.

Imediatamente, Piquet sai furioso do carro e vai em direção a Salazar, provavelmente gastando seu estoque de palavrões. Sem dar qualquer chance ao colega, o piloto brasileiro inicia um festival de socos e pontapés, resultando em uma das cenas mais cômicas da história da Fórmula 1.

Piquet e Salazar, durante a briga em 1982, e anos depois, tirando um sarro de toda a situação

"Quando vi que ele vinha mesmo para brigar, nem tirei o capacete. Não sou burro! Com outro piloto, talvez eu tivesse reagido, mas com o Piquet eu não tive coragem, pois sempre achei que devia em muito a ele o fato de estar na Fórmula 1", disse Salazar alguns anos depois.


Para se manter na categoria, Salazar tentou fechar um acordo para a então novata Toleman no ano seguinte. As conversas não deram resultado e acabou assinando com a RAM, pela qual já havia corrido na Fórmula Aurora. E os resultados, novamente, não saíram como o esperado. No Brasil, terminou na 15ª posição, e nos Estados Unidos, em Long Beach, abandonou com problemas no câmbio.

Nesse período, o Chile atravessava uma séria crise econômica, que acabou de vez com as chances de Salazar. Sem conseguir ajuda de novos patrocinadores, não restou outra saída senão dizer adeus à Fórmula 1, com um saldo de 23 Grandes Prêmios disputados, três pontos conquistados e 14 abandonos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O primeiro título de Michael Schumacher

Hoje, dia 13 de novembro, faz 20 anos que Michael Schumacher conquistou seu primeiro título na Fórmula 1. E a conquistou veio de forma polêmica, jogando o carro pra cima de Damon Hill, o que acabou manchando parte de sua bela carreira. A partir daí, isso fez com que muitos fãs da categoria - principalmente os brasileiros - o classifiquem até hoje como um piloto sujo. Seus feitos nas temporadas seguintes - incluindo a de 1997, onde novamente aprontou, contra Jacques Villeneuve - provaram o quanto estavam e estão errados.

Depois de uma temporada conturbada e inesquecível no âmbito emocional - quando viu a morte de perto na categoria, com as perdas de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna -, Schumacher ainda precisou enfrentar o rigor da FIA, com quatro punições resultantes do não cumprimento a um stop & go no GP da Inglaterra, suspensão de duas corridas para pagar a infração (Itália e Portugal) e de irregularidades encontradas em seu carro no GP da Bélgica. Com isso, aos poucos, Schumacher viu Hill se aproximando da luta pelo título, chegando à Austrália com diferença de apenas um ponto.

O que se viu a partir daí, entrou para a história. Schumacher campeão - às custas de um sorriso cínico e das lágrimas de Hill - e Nigel Mansell vencendo pela última vez na Fórmula 1.