Para quem acompanha a Fórmula 1 nos dias de hoje, é difícil imaginar que uma corrida poderia ser disputada em pleno dia 1º de janeiro, horas depois das festas de Ano Novo.
Em princípio, a ideia parece loucura mesmo, mas foi justamente o que aconteceu em 1965, no circuito de Kyalami, na África do Sul, para onde se dirigiram pilotos e equipes para disputar a primeira etapa da temporada daquele ano.
Entre as equipes, algumas mudanças notáveis: a BRM continuou com Graham Hill, mas perdeu Richie Ginther para a Honda. Em seu lugar, um novo estreante na categoria: um jovem chamado Jackie Stewart (outro que também debutava na categoria era o australiano Paul Hawkins, da equipe John Willment Automobiles). Na Cooper, saiu Phil Hill, dando lugar ao austríaco Jochen Rindt para correr ao lado de Bruce McLaren. Na equipe de Rob Walker, Hap Sharp pulou fora, permanecendo no time a dupla Jo Bonnier e Jo Siffert.
A pole position ficou com Jim Clark, da Lotus, com quase um segundo de vantagem sobre John Surtees, da Ferrari, com quem dividiu a primeira fila do grid ao lado de Jack Brabham, que corria por sua própria equipe, a lendária Brabham.
O escocês Jim Clark a caminho da vitória no GP da África do Sul de 1965
Na corrida, Clark não deu chance a ninguém, dominando a prova do início ao fim, vencendo com quase meio minuto de vantagem sobre Surtees. Hill completou o pódio em terceiro, seguido por Mike Spence (Lotus), Bruce McLaren e Jackie Stewart, que estreou marcando seu primeiro ponto na categoria.
O GP da África do Sul de 1965 marcou também a despedida do sul-africano Tony Maggs (Reg Parnell Racing) e do britânico David Prophet (equipe particular).
Crédito das Fotos:Patrice Vatan (Jim Clark) e autor desconhecido (Jackie Stewart)
O Sportv trouxe um presente muito especial para os fãs da Fórmula 1 no final do ano passado. Desde a semana passada, tanto o Sportv quanto o Sportv 2 vêm exibindo, em diversos horários, três documentários sobre três campeões da categoria: Ayrton Senna, Alain Prost e Sebastian Vettel. Os três programas fazem parte da série Esporte.Doc.
O documentário sobre Senna é o mesmo que fora exibido nos cinemas aqui no Brasil e em outros países a partir de 2010. Para quem ainda não teve a oportunidade de assistir, a hora é agora. Já o documentário sobre Prost, que acredito ser inédito no Brasil, traça um perfil de um dos maiores gênios que a Fórmula 1 já teve, desde os tempos do kart até os dias de hoje, aos quais vem se dedicando à sua mais nova paixão: o ciclismo. O documentário sobre Vettel já está gravado aqui em casa, mas ainda não tive tempo de assistir.
Para um canal que dá tão pouco espaço para o automobilismo em sua grade de programação, para mim foi uma boa surpresa ver três documentários sendo exibidos assim, de uma só vez. Sinceramente, espero que continue assim este ano e que venham mais documentários e programas desse tipo, indo além da transmissão de treinos e corridas. Os fãs agradecem.
O mundo da Fórmula 1 fica um pouco mais triste sempre que perde um de seus ídolos. Foi o que aconteceu hoje, ao ser anunciada a morte do ex-piloto inglês Peter Gethin, aos 71 anos, após longa batalha contra um câncer.
Na Fórmula 1 - onde estreou em 1970, correndo pela McLaren -, não teve resultados tão expressivos quanto os de muitos de seus contemporâneos. Porém, no GP da Itália de 1971, quis o destino que seu nome ficasse gravado para sempre como o autor de um dos grandes feitos da história da categoria.
Foi em Monza (tinha que ser justamente lá) que Gethin obteve sua única vitória na Fórmula 1, a bordo da BRM, com a incrível diferença de apenas um décimo de segundo à frente do sueco Ronnie Peterson. Atrás deles, François Cevert, Mike Hailwood, Howden Ganley e Chris Amon, nessa ordem. Todos separados por pouco mais de seis décimos de diferença.
Eis aí um momento que eu gostaria muito de ter presenciado. Sorte de quem esteve em Monza naquela tarde de 5 de setembro e testemunhou um momento sublime, que dificilmente será visto novamente na Fórmula 1 que conhecemos hoje.
Muito já se escreveu sobre Gethin nesta segunda-feira, o que pode ser conferido com uma simples pesquisa no Google. Por isso, me limito a uma homenagem simples, deixando uma amostra do que aconteceu naquele dia tão especial, e que vale mais do que qualquer palavra escrita neste blog.
Para a maioria das pessoas, George Harrison - cuja morte completa hoje exatos dez anos - era conhecido como um excelente guitarrista, ex-membro da banda mais revolucionária de todos os tempos e autor de sucessos inesquecíveis, como Here Comes The Sun, Something, My Sweet Lord, All Things Must Pass, All Those Years Ago e Got My Mind Set On You. Mas para muitos fãs de automobilismo, ele era muito mais do que isso.
George, sua primeira mulher, Patty Boyd, e o tricampeão Jim Clark, em 1966
Para quem não sabe, mas Harrison era um verdadeiro fanático por automobilismo. E essa paixão vem desde a época da adolescência, quando seu pai o levava ao circuito de Aintree, na Inglaterra, para assistir às corridas disputadas ali, inclusive de motos. Foi nessa fase que tornou-se fã do piloto inglês Geoff Duke, hexacampeão de motociclismo nas categorias de 350 e 500 cilindradas.
E veio a Fórmula 1
Das motos para os carros, a paixão foi imediata. Foi em 1955, também em Aintree que Harrison, então com 12 anos, assistiu seu primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1, naquele ano vencido por Stirling Moss. Sempre que era perguntado sobre o que tinha achado da experiência, a resposta era direta: "Simplesmente gostei."
George Harrison, Jackie Stewart e Ringo Starr nas ruas de Monte Carlo, em 1977
Durante sua adolescência e início da juventude, a relação de George Harrison com a Fórmula 1 era semelhante a de qualquer jovem com seu esporte predileto. Passava parte do tempo recortando fotos e guardando tudo em um álbum, preservado com todo o cuidado na casa de seus pais. "Na minha coleção, tinha fotos dos carros de várias equipes, como BRM, Vanwall e Connaught", disse certa vez, em entrevista publicada na revista inglesa F1 Racing.
Nos anos da beatlemania
E logo depois vieram os Beatles, a fama e a correria típica do showbis. Nem assim, George deixou sua paixão de lado. Mesmo com toda a fama e fortuna, sempre que podia, ele dava um jeito de comparecer aos autódromos, munido de uma câmera, registrando tudo o que pudesse à sua frente. E como quase todo fã, enviava cartas às equipes pedindo material para completar e aumentar sua preciosa coleção.
Não foi à toa que, recentemente, ao visitar o paddock do circuito de Yas Marina, durante os treinos de classificação para o GP de Abu Dhabi, Paul McCartney comentou sobre o ambiente da Fórmula 1 e a paixão do amigo pelo esporte a motor: "Foi muito emocionante. Estive uma vez no GP de Mônaco, mas agora vejo o porquê de o George ter sido tão apaixonado por isso aqui. A adrenalina é incrível. Me sinto emocionado hoje, pois é como se ele estivesse aqui comigo."
Paul, Ringo, George e John curtindo uma disputa de autorama em 1963
Nos anos 70, já como ex-beatle, Harrison se tornaria figurinha fácil nos autódromos, tornando-se ainda mais próximo de chefes de equipe e pilotos. Com o passar do tempo, isso acabou lhe rendendo verdadeiras amizades, a ponto de ter tido a oportunidade de dar algumas voltas em um Surtees TS19 em Brands Hatch, com capacete e macacão emprestados por John Surtees, dono da equipe e campeão mundial em 1964, e pelo bicampeão de motociclismo Barry Sheene.
O primeiro ex-beatle no Brasil
Anos depois, essas mesmas amizades resultaram no lançamento do single Faster, gravado em 1978 em homenagem a todo o circo da Fórmula 1 e também em memória do sueco Ronnie Peterson, morto pouco antes, após um acidente no GP da Itália daquele ano.
E entre todos os amigos que fez na Fórmula 1, um dos mais próximos certamente foi Emerson Fittipaldi. "Em 1973, fui acompanhar o GP da Inglaterra em Brands Hatch e fomos apresentados pelo David Niven. Foi incrível. Eu achava e acho o Emerson fantástico até hoje", disse uma vez ao falar de sua amizade com o ex-piloto brasileiro.
Foi justamente por conta dessa amizade que Harrison acabou tornando-se o primeiro ex-beatle a visitar o Brasil. Foi em 1979, quando veio a São Paulo não para cantar, mas sim para acompanhar o GP do Brasil daquele ano e também dar uma força ao velho amigo, na época passando maus bocados com a Copersucar. Depois, ainda curtiu alguns dias de sol e praia na casa que Emerson mantinha no Guarujá, no litoral paulista. Sobre o circuito de Interlagos, ele comentou na época: É um circuito fantástico, um dos poucos do mundo em que você vê 90 por cento da pista."
Nos anos seguintes, George continuaria cultivando sua paixão como sempre. Mas sua relação com o automobilismo não se resumiu apenas em acompanhar as corridas, mas a cultivar hábitos típicos de quem tem muito dinheiro para gastar. Ele foi um dos primeiros a ter em sua garagem um exemplar do McLaren F1, o famoso McLaren de rua. E há quem diga que a carreira de Damon Hill no automobilismo só foi em frente graças à ajuda do ex-beatle.
O adeus
O GP do Canadá de 2001 foi sua última aparição no circo da Fórmula 1. Sofrendo há vários anos de câncer, George Harrison morreria meses depois, no dia 29 de novembro daquele ano, aos 58 anos. No dia seguinte, Emerson comentou sobre a perda do amigo: "Hoje é um dia bastante triste para mim, mas tenho certeza que George morreu acreditando na vida eterna e que um dia nós estaremos novamente juntos."
O bate-papo entre dois ídolos: George Harrison e Ayrton Senna, em 1986
Com o jornalista Reginaldo Leme, no Autódromo de Interlagos, em 1979
Quem esteve hoje em Interlagos teve a oportunidade de presenciar um momento mágico, com Nelson Piquet voltando a pilotar a lendária Brabham BT49, com a qual conquistou seu primeiro título mundial, em 1981. Brincalhão como sempre, não perdeu a oportunidade de exibir em terras paulistanas a bandeira de seu time, o Vasco.
Nelson Piquet em Interlagos, a bordo da lendária Brabham BT49
E o que parte da torcida faz? Ao invés de levar na esportiva, curtir o momento e a chance de ver na pista uma das mais perfeitas combinações entre homem e máquina, prefere colocar pra fora seu lado mais babaca, vaiando o tricampeão.
É estranho ao mesmo tempo decepcionante ver um comportamento como esse, uma vez que o momento ali era outro: o de se emocionar com a chance de poder rever um dos carros mais fantásticos que já passaram pela Fórmula 1, pilotado mais uma vez por aquele com o qual conquistou seu primeiro título de campeão mundial.
Há quem diga que Piquet provocou ao levantar a bandeira do Vasco diante de corintianos, palmeirenses, santistas e são paulinos, o que é bem verdade, mas só se incomoda mesmo com isso quem nunca conheceu o verdadeiro Nelson Piquet e seu jeito de ser.
Se tivesse sobrevivido ao acidente que o matou, há exatos 25 anos, o italiano Elio de Angelis poderia ter tido uma longa carreira na Fórmula-1, mostrando muito mais do que seu talento pôde permitir nos sete anos em que correu na categoria. Quis o destino que não fosse assim.
Embora visto como um piloto regular, mas pouco afeito a riscos e mediano em termos de resultados, De Angelis era muito popular em sua época, fazendo sucesso não só nas pistas, mas também fora delas, entre as mulheres, sendo reconhecido também por sua extrema simpatia e pelo talento ao piano.
Nascido em Roma, no dia 26 de março de 1958, De Angelis vinha de uma abastada família italiana e era o mais velho de quatro irmãos. Seu pai, Giulio, era um bem-sucedido construtor e, sendo também piloto de motonáutica, exercera forte influência sobre o filho, despertando assim seu gosto pelos esportes.
Embora tivesse verdadeira paixão pelo tênis e pelo esqui, não demorou para que Elio percebesse que seu destino estava no automobilismo. A estreia nas pistas ocorreu aos 14 anos, competindo no kart, categoria na qual terminou em segundo lugar no campeonato mundial, em 1975, sagrando-se campeão europeu no ano seguinte. Em 1977, passou a correr de monopostos, disputando o campeonato italiano de Fórmula 3, onde venceu no ano de estreia na categoria, e também na Fórmula 2.
A Fórmula 1 veio rápido, em 1978, com um teste para a equipe Shadow, com a qual assinou o contrato para disputar a temporada seguinte. Suas origens, no entanto, mostravam Elio como mais um piloto rico, que só garantira um lugar na Fórmula 1 graças à generosa ajuda financeira de seu pai. Pura bobagem. Seu desempenho na pista revelou um piloto extremamente talentoso, capaz de dominar facilmente a complexidade dos carros-asa, presença marcante na categoria naquela época.
Mesmo com sete abandonos na temporada de estreia, somados a uma não-classificação em Mônaco, De Angelis acabou chamando a atenção de Colin Chapman, com quem assinou contrato para correr pela Lotus em 1980, ao lado de Mario Andretti.
No time inglês, os bons frutos começaram a aparecer com o segundo lugar em Interlagos, segunda etapa do campeonato. Este resultado o levou a ser incluído no livro dos recordes como o mais jovem piloto a subir em um pódio na Fórmula-1. Tal marca só seria superada 17 anos depois pelo alemão Ralf Schumacher, no GP da Argentina.
A primeira vitória só viria em 1982, no GP da Áustria, onde venceu com apenas cinco décimos de vantagem sobre o finlandês Keke Rosberg, da Williams. Foi também a última vez em que Chapman jogou seu boné preto para o alto, na reta de chegada, comemorando mais uma vitória de sua equipe. O lendário construtor morreria no final daquele ano, em circunstâncias até hoje não esclarecidas.
Elio de Angelis conquista sua primeira vitória no GP da Áustria, em 1982
A temporada de 1984 foi a melhor de sua carreira, quando terminou em terceiro na classificação geral, com 34 pontos. Na temporada seguinte, repetiu a dose de bons resultados, chegando a liderar o campeonato durante duas etapas: em San Marino, onde conquistou sua segunda vitória, e em Mônaco. Mas isto não foi o suficiente para pôr um fim à guerra de bastidores na Lotus, da qual Ayrton Senna - seu companheiro de equipe na época - saíra vencedor.
Na posição de segundo piloto, De Angelis encerrara o ano magoado e ressentido com a Lotus, principalmente com Senna e seu chefe de equipe, Peter Warr. Inconformado e sentindo-se traído, assinou com a Brabham para substituir Nélson Piquet na temporada de 1986, ao lado do compatriota Riccardo Patrese.
Na Brabham, tudo deu errado. O BT55, projetado por Gordon Murray, é considerado até hoje um dos projetos mais fracassados da categoria. Com um chassi extremamente baixo, ele tornava a pilotagem praticamente impossível nas curvas. Mesmo assim, De Angelis fazia questão de testá-lo até o limite para diminuir a diferença em relação aos concorrentes.
De Angelis no GP de San Marino de 1986, a bordo do Brabham BT55
Três dias depois de disputar o GP de Mônaco - onde abandonara na 31ª volta, com problemas no motor -, a equipe decidiu testar o carro mais uma vez, no circuito de Paul Ricard, na França, com De Angelis ao volante. Na entrada da curva La Verrerie, o piloto italiano foi surpreendido pela quebra da asa traseira de seu carro. O impacto em alta velocidade fez com que o BT55 se arrastasse sobre um barranco por 80 metros, de cabeça para baixo, até bater em uma árvore e começar a pegar fogo.
Já sem pulso, De Angelis precisou ser reanimado pela equipe médica ainda no local do acidente, antes de ser transferido de helicóptero para o Hospital La Timone, em Marselha, no Sul da França.
O australiano Alan Jones, na época correndo pela Lola, foi o primeiro a chegar ao local do acidente, seguido por Rosberg, Alain Prost e Patrick Tambay. Anos depois, ao lembrar do episódio, Jones deu uma declaração que escancarava a total precariedade no socorro a De Angelis naquele dia.
"Quando cheguei ao local da batida, o incêndio no carro ainda não havia começado. Havia apenas uma ligeira fumaça preta saindo do motor. O problema é que não conseguíamos virar o carro, que era muito pesado. Lembro de ter visto vários fiscais no local, mas com roupas inadequadas. Muitos estavam usando shorts. Para piorar, lançaram todo o pó químico do extintor na direção do cockpit, e não sobre o motor, tornando a situação de De Angelis ainda pior. Foi simplesmente horrível."
Elio de Angelis morreria 29 horas depois do acidente, em conseqüência das lesões cerebrais causadas pela violenta desaceleração durante o impacto e dos ferimentos no tórax. Sua morte acabou levando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a adotar uma série de medidas de segurança durante os testes, e que são usadas até hoje.
De Angelis tornou-se o último piloto a morrer na Fórmula 1 antes da tragédia que tiraria as vidas de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, em Ímola, oito anos depois. Curiosamente, foi justamente Senna quem lhe rendeu o mais significativo comentário durante os funerais do piloto italiano:
"Ele era um piloto muito especial, pois tudo o que fez foi por amor ao esporte. Era um cara bem-educado, um cavalheiro, excelente pessoa. Tenho certeza de que não teve culpa no acidente em Paul Ricard, pois nunca ultrapassava seu limite, jamais brincava com a sorte."
A vitória de Sebastian Vettel este ano foi a quinta de um piloto alemão na Austrália, todas em Melbourne. Antes dele, só deu Michael Schumacher, sempre com a Ferrari (2000, 2001, 2002 e 2004). Mas é a Inglaterra o país que mais venceu no Grande Prêmio australiano, somando seis vitórias: duas de Damon Hill (1995 e 1996), duas de Jenson Button (2009 e 2010) e uma de Nigel Mansell (1994) e Lewis Hamilton (2008).
Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Vitaly Petrov comemoram o pódio na Austrália
Entre as equipes, a McLaren é a que tem o maior número de vitórias no GP da Austrália. Foram dez no total, sendo cinco delas quando a corrida ainda era disputada nas ruas de Adelaide. Alain Prost e Ayrton Senna foram os que mais venceram em território australiano pela equipe de Ron Dennis, com duas vitórias cada um.
Os motores Ferrari e Renault agora estão empatados, com sete vitórias no GP da Austrália cada um. Michael Schumacher foi quem mais venceu com os propulsores italianos (2000, 2001, 2002 e 2004). Além dele, também venceram Gerhard Berger (1987), Eddie Irvine (1999) e Kimi Räikkönen (2007). Já os motores da Renault contaram com seis vencedores: Damon Hill (1995 e 1996), Thierry Boutsen (1989), Nigel Mansell (1994), Giancarlo Fisichella (2005), Fernando Alonso (2006) e agora Sebastian Vettel (2011).
Michael Schumacher é o piloto com mais abandonos no GP da Austrália. Foram nove no total, sendo quatro com a Benetton, quatro com a Ferrari e um com a Mercedes. Abaixo dele vêm Jean Alesi, Jarno Trulli, Johnny Herbert e Rubens Barrichello, com oito abandonos cada um, sendo que Trulli não alinhou na etapa de 2010, Herbert não largou em 1999 e Barrichello foi desclassificado na etapa de 2008.
Dos pilotos em atividade, Rubens Barrichello é que o que conta com mais participações no GP da Austrália, considerando os treinos, somando 19 no total, desde que estreou na Fórmula 1, em 1993. E das 27 edições do GP da Austrália disputadas até agora, em 13 delas o piloto que marcou a pole position venceu a corrida.
Nunca houve uma dobradinha entre pilotos de um mesmo país no pódio australiano, mas sim entre pilotos da mesma equipe. Foram sete ocasiões: Ferrari (1987, 2000 e 2004), McLaren (1988 e 1998), Williams (1996) e Brawn (2009).
- Provando que os carros de Fórmula 1 têm ficado cada vez mais rápidos, mesmo com mudanças constantes no regulamento técnico, a pole position marcada hoje por Sebastian Vettel tem agora o menor tempo já registrado nos treinos de classificação em Melbourne. Em Adelaide, que sediou o GP da Austrália entre 1985 e 1995, o menor tempo ficou registrado em 1.13.371, pelas mãos de Ayrton Senna, em 1993.
- Cinco pilotos repetiram este ano a mesma posição obtida no grid do GP da Austrália de 2010, pelas mesmas equipes: o pole Sebastian Vettel (Red Bull), Jenson Button (McLaren, 4ª posição), Heikki Kövalainen (Lotus, 19º), Jarno Trulli (Lotus, 20º) e Timo Glock (Virgin, 21º).
- Rubens Barrichello e Nick Heidfeld vão largar este ano nas suas piores posições de classificação obtidas até agora no GP da Austrália, em 17º e 18º, respectivamente.
Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Mark Webber: os três primeiros no grid de 2011
- Entre 1988 e 1991, só deu Brasil nos treinos do GP da Austrália. Foram quatro poles consecutivas de Ayrton Senna, na época em que brilhava na McLaren. Perto dele, só mesmo o finlandês Mika Häkkinen, entre 1998 e 2000, também pela McLaren.
- A menor diferença entre dois pilotos na primeira fila do grid ocorreu com a dupla da Ferrari na etapa de 2002, entre Rubens Barrichello, que havia cravado a pole em 1.25.843, e Michael Schumacher, com o tempo de 1.25.848. Com isso, ambos ficaram separados por apenas cinco milésimos de segundo.
- A McLaren é a equipe que mais conquistou a pole position no GP da Austrália. Foram nove corridas, sendo cinco no circuito de Adelaide (1988, 1989, 1990, 1991 e 1993) e quatro em Melbourne (de 1998 a 2000).
- Entre os motores, o que deu mais sorte até agora aos pilotos na hora de conquistar a pole na Austrália foi o Renault. De 1985 até agora, foram nove poles, sendo cinco delas com a equipe Williams.
- A McLaren foi também a equipe que mais ocupou a primeira fila do grid até agora, tanto em Adelaide quanto em Melbourne. Foram sete ocasiões, sendo as maiores ocorrências com a dupla Mika Häkkinen e David Coulthard, entre 1998 e 2000.
- O Brasil e a Inglaterra estão empatados no número de poles na Austrália, sendo sete para cada país. Pelo Brasil, foram seis de Ayrton Senna (1985, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1993) e apenas uma de Rubens Barrichello (2002). Já pela Inglaterra foram três de Nigel Mansell (1986, 1992 e 1994), duas para Jenson Button (2006 e 2009) e uma para Damon Hill (1995) e Lewis Hamilton (2008).
- Na etapa do ano 2000, os sete primeiros colocados no grid largaram em posições que coincidiam exatamente com os números de seus carros. Foi muita coincidência!
- Apenas em uma ocasião dois pilotos de um mesmo país ocuparam a primeira fila do grid no GP da Austrália. Foi na temporada de 2005, com os italianos Giancarlo Fisichella (Renault) e Jarno Trulli (Toyota), nessa ordem.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.