quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A nova "cara" do Williams FW33

A Williams apresentou hoje de manhã a pintura oficial de seu novo carro, o FW33, dando grande destaque a seu principal patrocinador, a petrolífera venezuelana PDVSA, que praticamente salvou a equipe da pindaíba em 2011.



O layout ficou muito bonito e, olhando atentamente as fotos divulgadas pela equipe em seu site oficial, é impossível não notar a semelhança com o FW16, usado pelo time inglês em 1994, quando exibia as cores dos cigarros Rothmans.

Mas carro bonito não necessariamente significa competitividade nas pistas. Apesar do bom desempenho nos testes de inverno realizados até agora, a Williams terá um longo caminho a percorrer durante a temporada no intuito de conseguir melhores resultados e voltar a ser uma equipe de ponta, andando na frente e vencendo. Se vai conseguir, só o tempo dirá.

Crédito das Fotos: Glenn Dunbar/LAT Photographic

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dois estranhos no ninho

No dia do lançamento do MVR-02, a Marussia Virgin postou em seu canal oficial no YouTube um vídeo bem divertido, colocando seus dois pilotos, Timo Glock e Jerome D'Ambrosio, nos papeis de diretor de TV e cameraman, respectivamente, para ver o que eles poderiam aprontar nos estúdios da BBC, onde o carro da equipe foi apresentado oficialmente. O resultado é hilário.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Force India e Virgin: caminhos opostos

Quando chegou à Fórmula 1, no ano passado, ninguém esperava grande coisa. Como toda equipe novata, o ano de estreia da Virgin seria de muito aprendizado, com alguns tombos e eventuais êxitos pela frente. Até aqui, nenhuma novidade. O que ninguém acreditava era que fosse possível ver o time inglês ocupando o último lugar na tabela de classificação do Mundial de Construtores, atrás da igualmente lenta Hispania, pelo critério de desempate. Um saldo nada animador para uma equipe que chegou prometendo fazer e acontecer. O decorrer da temporada mostrou que não seria assim tão fácil, levando o time inglês a um ano desastroso desde o início.


Seu novo carro, o MVR-02, deixa claro que a equipe - agora rebatizada como Marussia Virgin Racing - continuará investindo na tecnologia CFD (Dinâmica de Fluido Computacional) para desenvolvê-lo ao longo da temporada, ao invés de optar pelo tradicional túnel de vento, comprovadamente mais caro. Como os testes da pré-temporada raramente dão um bom parâmetro do que será visto durante o campeonato, o futuro da equipe ainda é uma incógnita. Mesmo contando com a experiência de Timo Glock - que ainda tem que mostrar resultados melhores para garantir seu futuro na categoria - e um piloto motivado como o novato Jerome D'Ambrosio, a Virgin precisa, mais do que nunca, mostrar a que veio, marcando seus primeiros pontos caso não queira repetir o vexame de 2010.

Na Force India, tudo parece caminhar conforme o planejado. Do time pequeno do passado, quase sempre ocupando a segunda metade do grid, não há nem sombra. Não foi à toa que, em 2009, seu segundo ano de existência, foi capaz de dar a Giancarlo Fisichella a pole position do GP da Bélgica, além de lhe garantir o segundo lugar no pódio, depois de quase levá-lo à vitória. Embora ainda não tenha conseguido grandes resultados, é possível notar uma melhora de desempenho a cada temporada, sendo a mais evidente em 2010, quando pontuou em 12 das 19 corridas do campeonato, terminando em sétimo na classificação geral; seu melhor resultado até agora no Mundial de Construtores. Nada mal para uma equipe com apenas três anos de vida.

Em 2011, espera-se que o time consiga obter resultados de destaque, o que é bastante possível, levando-se em consideração o bom comportamento de seu novo carro, o VJM04, nos testes pré-temporada realizados até agora. A parceria com a McLaren Applied Technologies - empresa integrante do McLaren Group - é outro trunfo que a equipe terá este ano, dando a seus pilotos, Adrian Sutil e o estreante Paul di Resta, chances reais de serem competitivos na pista e assim levarem a Force India a outro patamar na Fórmula 1.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Adeus, Luizinho Pereira Bueno

Alguns nomes do automobilismo acabam guardados para sempre na memória dos fãs, independentemente da fama alcançada enquanto ainda estão em atividade. Foi o que aconteceu com Luizinho Pereira Bueno, carinhosamente chamado de "Peroba" pelos amigos que conquistou ao longo de seus 74 anos de vida, recém-completados no último dia 16 de janeiro.

Como vários outros pilotos de sua época, Luizinho também foi tentar a sorte na Inglaterra, ao lado de Ricardo Achcar, correndo na Fórmula Ford. Apesar dos bons resultados, não houve apoio, e Luizinho logo estava de volta ao Brasil. A partir daí, passou por diversas categorias nacionais, como a própria F-Ford, as Divisões 3 e 4 e até mesmo da Stock Car, nos anos 80, além de participar de provas de longa duração, como os 500 Km de Interlagos. Em todas, colecionou muitos momentos de glória.



Na Fórmula 1, Luizinho participou de duas edições do GP do Brasil, sendo a primeira, em 1972, uma prova não oficial, isto é, sem contar pontos para o campeonato. Na ocasião, ele largou em décimo, a bordo de um March 711 alugado, terminando a prova na sexta posição. No ano seguinte, com o Brasil oficialmente integrado ao calendário da categoria, Luizinho novamente marcou presença em Interlagos, desta vez com um Surtees TS9B (novamente alugado), largando na 20ª posição - a última do grid - e terminando em 12º - também em último -, a quatro voltas do vencedor, Emerson Fittipaldi.


Luizinho a bordo do Surtees TS9B na disputa do GP do Brasil de 1973

Hoje de manhã, Luizinho se foi, em sua casa, em Atibaia (SP), após perder a luta contra um câncer de pulmão diagnosticado no início do ano passado, deixando inconsolável uma legião de fãs que teve a sorte de apreciar, ao longo de mais de duas décadas, o talento de um dos maiores pilotos que o Brasil já teve. Infelizmente, não tive a mesma sorte, e o pouco que conheço da carreira de Luizinho vem do registro em livros, revistas especializadas e, mais recentemente, arquivos de vídeo, que dão uma boa ideia do quanto este gênio representou para a história do nosso esporte a motor.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sobre o acidente de Robert Kubica

Depois de sete horas de cirurgia, o futuro de Robert Kubica na Fórmula 1 ainda é incerto, tamanha a gravidade dos ferimentos causados pelo acidente de ontem, durante o Rali Ronda di Andora, na Itália. Embora o risco de morte já tenha sido descartado pelos médicos, bem como a amputação da mão direita, a situação ainda é grave. Além das múltiplas fraturas no braço e na perna direita, o piloto também sofreu dois cortes profundos no antebraço, o que provocou sérias lesões em nervos, vasos sanguíneos, ossos e tendões, comprometendo os movimentos de sua mão.


Qualquer coisa que diga nos próximos dias não passará de mera especulação. A equipe de cirurgia responsável pelo atendimento a Kubica já deixou claro que será necessário pelo menos um ano para que ele se recupere totalmente. Depois desse período, será necessária uma rigorosa avaliação para saber se ele terá condições de voltar a competir. Portanto, vamos dar tempo ao tempo.

Hoje cedo, a Lotus Renault GP divulgou outro comunicado sobre o estado de saúde de Kubica, informando que ele poderia sair do coma induzido por alguns instantes ainda na parte da manhã (o que já aconteceu), mas que ainda vai permanecer sob observação no decorrer da noite, dada a seriedade de seu quadro. Até o final da semana, a possibilidade de outras cirurgias é uma hipótese considerada pelos médicos do Hospital Santa Corona.


Ruim para Kubica, mas também para sua equipe, que apostava grande parte de suas fichas no talento do jovem polonês para alcançar resultados ainda melhores do que os do ano passado. Pensar em um substituto, faltando pouco mais de um mês para o início do campeonato, é uma atitude mais do que sensata, embora muitos interpretem como insensibilidade. Nas condições em que Kubica se encontra, é certo que ele não poderá correr neste início de temporada. Se por algum milagre voltar às pistas este ano, acho pouco provável que mantenha o mesmo nível de competitividade de antes do acidente.

Lembrem-se de que, antes de ser considerado um esporte, a Fórmula 1 é hoje um grande negócio envolvendo milhões de dólares, onde não há tempo a perder. Portanto, quanto antes a equipe pensar em um segundo nome, melhor. E que não sejam Bruno Senna ou Romain Grosjean. que, apesar de não serem estreantes na categoria, ainda não têm experiência suficiente para dar à equipe o que ela mais espera este ano: bons resultados.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

McLaren: a terceira força da Fórmula 1

 Em tempos de enxugamento de custos, até que a McLaren foi ousada ao lançar o MP4-26 em uma praça pública em Berlim, na Alemanha. E como acontece a cada ano, o novo carro não me surpreendeu, mesmo com mudanças evidentes no projeto, como a tomada dupla de ar acima do cockpit. O layout certamente contribui para isso, pois me incomoda ver carros iguais de um ano para outro, mesmo ciente das exigências que existem hoje em função dos contratos de patrocínio. Adoraria ver algo novo, que chamasse a atenção, o que o esquema de cores usado atualmente pela McLaren não consegue fazer.


Resta saber se o novo carro será capaz de trazer a equipe a mais uma fase vencedora, como tantas outras a que nos acostumamos a ver desde que a Fórmula 1 passou a fazer parte do leque de preferências esportivas dos brasileiros. A história da McLaren é assim, sempre com altos e baixos, felizmente com prevalência dos momentos de glória, e que muitas vezes a transformaram na equipe a ser batida pela concorrência, como na época de Ayrton Senna e Alain Prost.

A sintonia entre Jenson Button e Lewis Hamilton é um sinal de que as coisas podem caminhar a favor da equipe, caso o equipamento disponível para esta temporada cumpra seu papel. Se isso acontecer, a Red Bull finalmente saberá o que é ter a pressão de um time vencedor no cangote. Como se já não bastasse o incômodo que a Ferrari é capaz de proporcionar a cada temporada, seja lá qual for o oponente a ser abatido.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vídeos: Mercedes, Red Bull e Toro Rosso

Uma das vantagens para quem acompanha a Fórmula 1 hoje em dia, com toda a tecnologia que a internet pode oferecer, é ter acesso quase que imediato não só às fotos dos novos carros, mas também aos vídeos, completando assim o show de imagens de cada uma das equipes. Aproveitem!






terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mais um dia de lançamentos na Fórmula 1

A terça-feira foi agitada e um prato cheio para quem gosta de acompanhar os lançamentos e as novidades da Fórmula 1. Além do primeiro dia de testes em Valência, quatro equipes apresentaram seus novos carros à imprensa, provocando uma avalanche de fotos em sites e blogs especializados em todo o mundo, sem contar as imagens para TV.


Michael Schumacher, Ross Brawn e Nico Rosberg durante a apresentação do MGP W02.

A primeira da fila foi a Mercedes, apresentando o MPG W02, que para mim já considerado o carro mais bonito do grid até o momento, colocando o Lotus T128 em segundo lugar nas minhas preferências. Depois de amargar uma temporada decepcionante em 2010, a equipe precisa voltar aos tempos vitoriosos da fase Brawn GP. Ou ao menos chegar perto disso. Embora bem mais estruturada tecnicamente do que no ano passado, ainda assim poderá ter um longo caminho a percorrer se quiser alcançar o mesmo nível de rivais como Ferrari, McLaren ou Red Bull.

Para Michael Schumacher, a temporada de 2011 representará o ano do tudo ou nada. Depois da expectativa criada no ano passado sobre seu retorno à Fórmula 1 e o desempenho abaixo do esperado, ele sabe melhor do que ninguém que precisa mostrar o quanto antes que ainda não perdeu o ritmo. Sendo Schumacher quem é, a tarefa não é impossível, mas será mais complicada tendo ao lado um companheiro como Nico Rosberg, bem mais jovem e disposto a tudo para mostrar serviço e provar seu valor.


Christian Horner, Sebastian Vettel, Adrian Newey e Mark Webber e o RB7

A Red Bull também aproveitou o dia para apresentar o tão aguardado RB7, que, pelas imagens, parece mais uma atualização de seu antecessor. Mas é fácil concluir que, sendo um projeto com a assinatura de Adrian Newey, vem novidade por aí. As alterações mais evidentes em relação ao modelo de 2010 estão no bico mais alto - o que parece ser uma tendência nos carros deste ano -, além de mudanças na parte traseira e nas duas asas.

Resta saber se, com equipes rivais mais preparadas e cheias de gás no início do campeonato, a Red Bull será capaz de repetir o sucesso do ano passado que a fez dar um banho na concorrência. Quanto à dupla de pilotos, acredito que Mark Webber precisará suar bastante o macacão e tentar atrair para si uma atenção maior por parte de sua equipe. O cenário que tem tudo para ser favorável a Vettel, agora que carrega um título de campeão nas costas. Em se tratando da Fórmula 1, nem tudo é previsível. Chegar ao topo é sempre difícil. Mais difícil ainda é manter-se nele.


Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi posam junto do STR6.

Para este ano, a Toro Rosso apresenta seu carro - o segundo construído pela própria equipe - com um design bem menos conservador e bem adaptado às novas regras do campeonato. Prestes a disputar sua sexta temporada na Fórmula 1, é evidente que o time amadureceu a cada ano, deixando de ser uma equipe satélite da irmã mais velha, Red Bull, para ir, aos poucos, caminhando com as próprias pernas.

O que virá daqui pra frente dependerá e muito da confiabilidade do STR6 e da capacidade de sua dupla de pilotos - Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi - pontuar com regularidade. Nesse quesito, a Toro Rosso perdeu e muito desde a saída de Sebastian Vettel, no final da temporada de 2008.


Rubens Barrichello testa pela primeira vez o FW33 em Valência, na Espanha.

A Williams, apesar do otimismo evidente e da experiência do veterano Rubens Barrichello, não deverá mostrar nada tão diferente do que vimos em 2010. Ainda sofrendo o baque da perda de grandes patrocinadores, a equipe ganhou uma considerável sobrevida com a injeção de dinheiro da petrolífera PDVSA, condicionada à contratação do venezuelano Pastor Maldonado.

Mas nem tudo é um mar de rosas no time de Sir Frank Williams. Ao apresentar o FW33 com uma pintura predominantemente azul, a equipe explicou que este layout é provisório e só será usado durante os testes da pré-temporada. Pode até ser verdade, mas também é um indício de que sua situação financeira ainda não é das melhores, o que poderá comprometer seriamente o aperfeiçoamento do FW33 no decorrer do campeonato.

Aproveite para conferir, em minha página no Facebook, um álbum especialmente preparado com as melhores fotos dos novos carros da temporada de 2011.

Créditos das Fotos: Divulgação - Mercedes GP, Red Bull, Toro Rosso e Williams

Sauber e Lotus Renault GP vão à pista

Tão logo apresentaram seus novos carros à imprensa, a Sauber e a Lotus Renault GP trataram de colocá-los na pista, em Valência, não só para testar seus componentes, mas também para permitir gravação de imagens promocionais, como as dos vídeos abaixo. Repare que, no caso da Sauber, é possível ver a tão falada asa traseira móvel em pleno funcionamento. Resta saber se ela terá sua eficácia comprovada durante as corridas.