domingo, 20 de fevereiro de 2011

Force India e Virgin: caminhos opostos

Quando chegou à Fórmula 1, no ano passado, ninguém esperava grande coisa. Como toda equipe novata, o ano de estreia da Virgin seria de muito aprendizado, com alguns tombos e eventuais êxitos pela frente. Até aqui, nenhuma novidade. O que ninguém acreditava era que fosse possível ver o time inglês ocupando o último lugar na tabela de classificação do Mundial de Construtores, atrás da igualmente lenta Hispania, pelo critério de desempate. Um saldo nada animador para uma equipe que chegou prometendo fazer e acontecer. O decorrer da temporada mostrou que não seria assim tão fácil, levando o time inglês a um ano desastroso desde o início.


Seu novo carro, o MVR-02, deixa claro que a equipe - agora rebatizada como Marussia Virgin Racing - continuará investindo na tecnologia CFD (Dinâmica de Fluido Computacional) para desenvolvê-lo ao longo da temporada, ao invés de optar pelo tradicional túnel de vento, comprovadamente mais caro. Como os testes da pré-temporada raramente dão um bom parâmetro do que será visto durante o campeonato, o futuro da equipe ainda é uma incógnita. Mesmo contando com a experiência de Timo Glock - que ainda tem que mostrar resultados melhores para garantir seu futuro na categoria - e um piloto motivado como o novato Jerome D'Ambrosio, a Virgin precisa, mais do que nunca, mostrar a que veio, marcando seus primeiros pontos caso não queira repetir o vexame de 2010.

Na Force India, tudo parece caminhar conforme o planejado. Do time pequeno do passado, quase sempre ocupando a segunda metade do grid, não há nem sombra. Não foi à toa que, em 2009, seu segundo ano de existência, foi capaz de dar a Giancarlo Fisichella a pole position do GP da Bélgica, além de lhe garantir o segundo lugar no pódio, depois de quase levá-lo à vitória. Embora ainda não tenha conseguido grandes resultados, é possível notar uma melhora de desempenho a cada temporada, sendo a mais evidente em 2010, quando pontuou em 12 das 19 corridas do campeonato, terminando em sétimo na classificação geral; seu melhor resultado até agora no Mundial de Construtores. Nada mal para uma equipe com apenas três anos de vida.

Em 2011, espera-se que o time consiga obter resultados de destaque, o que é bastante possível, levando-se em consideração o bom comportamento de seu novo carro, o VJM04, nos testes pré-temporada realizados até agora. A parceria com a McLaren Applied Technologies - empresa integrante do McLaren Group - é outro trunfo que a equipe terá este ano, dando a seus pilotos, Adrian Sutil e o estreante Paul di Resta, chances reais de serem competitivos na pista e assim levarem a Force India a outro patamar na Fórmula 1.

1 comentário(s):

Arthur Sene disse...

realmente...a Virgin até parece que tá dando passo pra trás!!..pôôô...esse nome Marussia é ruim demais!! que isssoooo!!...e ter o Glock (que nunca fez nada de importante na categoria..a não ser tirar a graça do povo em Interlagos 2008) como 1° piloto demonstra que a equipe não quer evoluir não!!... Já a Force India...luta bastante..e melhorou um bucado desde o início!!Particularmente queria o carro deles fosse menos branco e mais verd e laranja..ehehhe!! Não sei se o Di Resta é bom...mas como o Liuzzi não é possível!!..o mais importante que é um projeto mais sério pra seguir na categoria..e isso sim é que é bom!!