Bons filmes ou documentários sobre Fórmula 1, infelizmente, são raros aqui no Brasil, o que é natural em se tratando de um país adepto da cultura monoesportista como o nosso. Puxando rapidamente pela memória, só lembro de duas obras do gênero produzidas aqui: os excelentes O Fabuloso Fittipaldi e A Era dos Campeões. Ambos até hoje não estão disponíveis nas locadoras.Lá fora, porém, a história é bem diferente. São tantos filmes produzidos sobre o tema que é fácil perder a conta. Alguns marcaram época e até hoje são capazes de atrair a atenção dos fãs mais jovens da categoria, como é o caso do raríssimo One By One, lançado em 1974 e dirigido por Claude Du Boc.
Para os mais fanáticos e saudosistas, o documentário é um prato cheio, repleto de belíssimas imagens da era mais romântica da principal categoria do automobilismo mundial, que mostram como era a Fórmula 1 nos anos 70 - tão competitiva como nos tempos atuais, porém, muito mais perigosa. Em compensação, havia também um lado mais humano, no qual era possível perceber uma proximidade entre os pilotos, dando espaço até mesmo a amizades duradouras, algo bem diferente do cenário cruel que vemos hoje.
Em 1978, o documentário foi relançado como The Quick and The Dead (nome pelo qual é mais conhecido), desta vez incluindo as terríveis - e desnecessárias, por estarem fora de contexto - imagens dos acidentes fatais de Roger Williamson (Holanda/1973) e Tom Pryce (África do Sul/1977). Anos depois, foi novamente relançado, desta vez sob o nome Champions Forever - The Formula One Drivers. E é esta versão que você poderá conferir agora.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.


