Esta semana, a Autosport já começou bem, com o editor Andrew van der Burgt batendo pesado em Michael Schumacher depois do que aconteceu no GP da Hungria. Para ele, aplicar ao piloto alemão apenas uma perda de dez posições no grid do GP da Bélgica, embora merecido, é pouco. Na opinião de Burgt, o mais sensato seria suspendê-lo da prova. Em outras palavras, os comissários tiveram uma ótima oportunidade de dar a Schumacher o devido recado, mas amarelaram.A manobra que mostrou do que Schumacher é capaz de fazer até mesmo por causa de um décimo lugar não o poupou nem mesmo das críticas de pessoas diretamente ligadas à Fórmula 1, como Patrick Head, Niki Lauda e David Coulthard, além do próprio Rubens Barrichello. A exceção, é claro, só poderia vir mesmo de Ross Brawn. Nas palavras dele, a punição dos comissários foi dura e Michael não tentou jogar Barrichello contra o muro. Pelo visto, o cinismo de Fernando Alonso já está fazendo escola.
A revista fez ainda uma retrospectiva do que Schumacher aprontou ao longo de sua vida nas pistas, na maioria das vezes para conseguir o resultado que queria, como em Adelaide (1994), contra Damon Hill, e em Jerez de La Frontera (1997), contra Jacques Villeneuve, chegando também a botar a vida de seus colegas em risco, como fez em 1998, no Canadá, ao sair do pitlane e jogar Heinz-Harald Frentzen para fora da pista a toda velocidade.
Nas páginas 10 e 11, a revista trata do caso de suspeitas de ilegalidade nas asas dianteiras da Red Bull e da Ferrari, explicando tudo em detalhes, com o editor Edd Straw, em sua coluna semanal, colocando um ponto final no assunto e destacando os méritos da equipe austríaca por conseguir aquilo que realmente interessa: a vitória.
Sobre a disputa do título, a revista mostra uma reportagem sobre momento crucial da McLaren após o abandono de Lewis Hamilton - e a consequente perda da liderança do campeonato - e o oitavo lugar de Jenson Button no GP da Hungria. Os dois pilotos têm opiniões bem distintas quanto às chances da equipe. Enquanto Button se mostra otimista e acha que a McLaren poderá diminuir a diferença para a Red Bull o quanto antes, Hamilton acha que, nesse ritmo, estando um segundo mais lento, a conquista do título ficará bem mais difícil.
As novas equipes estão deixando os cabelos de Bernie Ecclestone ainda mais brancos. É o que se pode constatar pela declaração que deu ao jornal The Daily Telegraph, quando disse ter dúvidas sobre a participação de algumas delas até o final desta temporada. Para ele, duas dessas equipes, sem citar nomes, não deveriam estar na Fórmula 1.
Na seção Racing of My Life, um depoimento muito bacana do saudoso Roland Ratzenberger, originalmente publicado em setembro de 1992, sobre sua vitória no Festival de Fórmula Ford em Brands Hatch, em 1986, quando não tinha um tostão furado no bolso. Vale muito a pena conferir.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.



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