sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Gilles Villeneuve: 60 anos - Parte 3

Em 8 de maio de 1982, nos momentos finais dos treinos de classificação para o GP da Bélgica, Villeneuve não aceita de forma alguma ser batido por seu companheiro de equipe, o francês Didier Pironi, no grid de largada. Ambos estavam brigados desde a corrida anterior, em Ímola, por causa de um acordo selado para que não houvesse disputa entre os dois e que fora quebrado.

Gilles Villeneuve, em Jacarepaguá
Decidido a mudar o desfecho dos treinos, Villeneuve tenta a todo custo bater o tempo de Pironi. Na saída da curva Eerste Linkse, o piloto canadense encontra a March 821 do alemão Jochen Mass andando lentamente na pista, toca em sua roda traseira direita e dá início a uma série assustadora de capotagens.

No último giro, Villeneuve é arremessado para fora do carro rumo às telas de proteção do circuito e com o banco preso ao seu corpo pelo cinto de segurança. O socorro é imediato. Os médicos tentam reanimá-lo a todo custo com massagens cardíacas e respiração boca-a-boca, sem sucesso. O piloto é transferido para o hospital local, com sérias lesões cervicais. Horas depois, o mundo recebia a notícia que mais se temia: Gilles Villeneuve estava morto.

O funeral de Gilles Villeneuve

Se alguém hoje analisar os números de Villeneuve na Fórmula-1 sem ter presenciado ou assistido parte de sua atuação nas pistas, poderá cometer certa injustiça na avaliação. Afinal, foram apenas 67 GPs disputados, nenhum título mundial e seis vitórias - um número considerado muito baixo para os padrões de hoje e até mesmo naquela época.

O fato é que, para Villeneuve, isso pouco importava. Até mesmo a conquista de um campeonato, que nunca veio, ele dizia ser uma conseqüência da realização de um bom trabalho. Para um piloto com seu estilo, o importante era acelerar o máximo que pudesse, correndo tantos riscos quantos fossem necessários. E foi justamente essa maneira de viver e pensar que, por ironia, acabaria repentinamente com a trajetória de um piloto que sabia transformar talento em arte.

12 comentário(s):

ziggy-jp disse...

Me lembro bem do dia em que o Gilles morreu. Tinha 9 anos e quando voltava da escola e vi no plantão do JN a notícia da morte dele. Foi um choque muito grande, pois até então, eu não tinha presenciado uma morte no esporte que eu estava acompanhando desde 1981.
Ainda guardo na lembrança a grande corrida que ele fez no GP do Canadá de 1981.

Magoo - Ituverava disse...

Parabéns pelo texto sobre o Gilles, eu lembro das corridas que ele fez e tb do seu acidente. Foi um ótimo piloto. Recebi no meu email e salvei. Um abraço.

Alexandre Carvalho disse...

O acidente do Gilles realmente marcou a memória de muita gente, porque apesar de naquela época a morte de um piloto não ser nenhuma novidade, o mundo ficou chocado por ter acontecido com o Gilles.

Quanto ao GP do Canadá de 1981, revi essa corrida esta semana, com a narração do Luciano do Valle. Depois disponibilizo o link para download aqui no blog.

senna889091 disse...

Ah eu quero essa corrida, ver finalmente ogênio Villeneuve em ação *--*

Desculpa a pergunta mais a última foto já é dele falecido?

Alexandre Carvalho disse...

Sobre a última foto, sim, é do velório dele, que foi aberto ao público.

Ylan Marcel disse...

Nunca tinha visto uma foto dele morto. Nem tava com cicatrizes ou cortes no rosto. Sinistro...

Jon Valle-Iturriaga Albors disse...

Una historia impresionante y muy buen recuerdo de una leyenda que muchos llevamos en el corazón.
http://pulguitaatodogas.blogspot.com/

Roberto disse...

Vilineuve foi um monstro sagrado. Um dos melhores. Deviam fazer um especial na TV sobre a vida dele. um abraço. Roberto Neigenfind. Bravo Tecnologia. http://www.bravotecnologia.com.br/

Tomas disse...

sinistro mesmo..
grande piloto..

Tomás
http://theformula1.wordpress.com/

Anônimo disse...

disculpe o atrasso mais o gilles foi um genio igual ao seu dicipulo e fã o AIRTON SENA que por destino se foram iguais que saudade deles. eles foram os melhores que eu javi guiar um f1 abraçao. Deus esteja com eles eos abençoem...drico.

Furnari disse...

Certo, eu tinha 15 anos de idade e vi o acidente desse piloto que pra mim era um ídolo!
NÃO PRECISAVA SER CAMPEÃO!!!
Naquele tempo os carros quebravam muito, os pilotos não conseguiam terminar corridas e não conseguiam uma boa seqüência.
A pontuação era muito diferente e fazia-se muito menos pontos.
Os pilotos morriam mais em acidentes porque a segurança das pistas e dos carros era muito pior.
Era bastante raro um piloto passar de uns 150 GPs no fim da carreira.
Não tem quase NADA A VER com a F1 de hoje... ELES ERAM INCRÍVEIS!

Anônimo disse...

Villeneuve foi um dos maiores pilotos a pilotar a Ferrari. Sinto falta do seu talento e coragem com que pilotava o carro vermelho. Hj qualquer Massa tenta, mas não chega ao pés do grande Villeneuve.