Para os verdadeiros amantes da velocidade, Gilles Villeneuve é considerado o maior ícone da mais pura audácia demonstrada a bordo de um carro de Fórmula-1, capaz de provocar um sentimento misto de medo e euforia, não só naqueles que tiveram a sorte de vê-lo em plena atividade, mas também em quem só o conheceu por meio de livros ou vídeos antigos.O mundo do automobilismo ainda chora sua perda, repentina e brutal, durante os treinos de classificação do GP da Bélgica, no circuito de Zolder, em 1982. Mas sua coragem e talento ainda permanecem na memória de muitos que acompanharam sua trajetória e aprenderam, em um curto espaço de tempo, a amar e se emocionar com as loucuras que este jovem canadense conseguia fazer nas pistas. Um jovem impetuoso que, se ainda estivesse entre nós, estaria comemorando hoje 60 anos.
Origens
Nascido em 18 de janeiro de 1950, na província de Québec, desde cedo Joseph Gilles Henri Villeneuve demonstrava interesse pela velocidade, a qual experimentou pela primeira vez ao disputar provas de trenó motorizado em florestas totalmente cobertas pela neve.
Filho de Séville, um afinador de pianos, e Georgette, dona-de-casa, Gilles teve uma vida bem simples, e como o baixo orçamento familiar não lhe permitiria obter grandes avanços para sustentar sua carreira de piloto, teve de se virar sozinho para dar continuidade ao seu sonho.
O início nas pistas

Durante vários anos, Gilles obteve relativo sucesso disputando provas na neve, até que, em 1973, fez sua estréia no automobilismo, disputando a Fórmula Ford de seu país, onde venceu sete das dez provas que disputou e acabou levando o título de melhor estreante do ano.
Em 1974, sagrou-se campeão do Campeonato Mundial de Trenó Motorizado, em Eagle River, nos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, estreou na Fórmula Atlantic pela equipe Ecurie Canada. Sua primeira vitória na categoria veio no ano seguinte, no Gimli Motorsport Park.

Em 1976, venceu nove das dez provas que disputou, garantindo simultaneamente os campeonatos americano e canadense. Depois, disputou sua primeira corrida na Europa, pela Fórmula-2, no circuito de Pau, na França, onde largou em décimo lugar e abandonou por problemas elétricos. Mas o melhor ainda estava por vir.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.



1 comentário(s):
ótimo começo, espero que tenha alguma menção a ele usar o capacete com número menor...
no aguardo!
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