Depois da primeira corrida entre Paris e Rouen, em 1894, ficou provado que o homem necessitava do convívio com a velocidade e a competição. Foi nessa época que surgiu o Club Français de Tourisme, pouco depois transformado no Automobile Club de France (ACF), com o objetivo de organizar uma corrida de automóveis mais competitiva e profissional.E assim foi feito. Em 1895, nos mesmos moldes da pioneira Paris-Rouen, foi organizada a Paris-Bordeaux-Paris, considerada a primeira prova de longa distância, com 1.192 quilômetros de extensão e que oferecia um prêmio bem mais generoso: 70 mil francos, sendo metade deles para o vencedor.
Depois de muitos meses de preparação, na madrugada do dia 11 de junho daquele ano, os 27 pilotos inscritos largaram um a um, do Arco do Triunfo, em Paris, diante de uma multidão de espectadores.
A corrida teve Émile Levassor cruzando a linha de chegada em primeiro, depois de 48 horas e 42 minutos de disputa, a uma velocidade de aproximadamente 24 quilômetros por hora. A prova, porém, era válida para veículos de quatro lugares, sendo que seu carro, um Panhard-Levassor equipado com motor Daimler de quatro cavalos, tinha lugares para apenas duas pessoas.
Como o carro de Louis Rigoulot, o segundo colocado, seguia o mesmo padrão do de Levassor, o prêmio acabou nas mãos de Paul Koechlin, terceiro colocado a bordo de um Peugeot, por ser o primeiro, na ordem de chegada, a estar tecnicamente dentro do regulamento.
Surgia, assim, uma das primeiras vitórias obtidas no tapetão. De qualquer forma, as glórias ficaram mesmo é com Levassor, tido até hoje como o vencedor legítimo daquela corrida.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.



1 comentário(s):
Estou lendo todos os posts.
Dá um excelente livro!
Um abraço.
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