Porém, com todos os problemas que marcaram a primeira fase da revista no Brasil, somados à instabilidade atual do nosso mercado editorial, é natural que alguns leitores fiquem em dúvida e apreensivos quanto à viabilidade e a duração do projeto. Por isso, conversei agora há pouco com o editor executivo da F1 Racing no Brasil, Roberto Marks, para saber um pouco mais sobre essa nova fase da revista. Confiram...
Depois de um longo período longe das bancas, o que levou a On Line Editora a investir e trazer a F1 Racing de volta ao mercado brasileiro?
Na primeira vez, foi uma editora pequena, a Plano A, que tentou publicá-la no Brasil e teve uma série de complicações. Daí, o Francisco Raymundo, dono da editora, nos procurou propondo uma parceria, na qual seríamos responsáveis por tudo relacionado à revista, desde a tradução até a distribuição nas bancas, enquanto a Plano A ficaria apenas como representante brasileira da Haymarket, dona da F1 Racing na Inglaterra. Como queríamos expandir nosso leque de revistas, a coisa deu certo. E o fato de eu gostar muito de Fórmula-1 e acompanhar a categoria desde os anos 60 também contribuiu bastante para isso.
Qual é tiragem atual da revista?
Atualmente está em torno de 30 mil exemplares, com distribuição nacional.
E qual será a periodicidade?
Ela vai ser mensal, mas só a partir de fevereiro, quando as equipes começarem a apresentar os novos carros da temporada de 2010. Lançamos essa edição agora em novembro apenas como teste, para sentir o mercado, mas a partir de fevereiro, estaremos definitivamente nas bancas.
A F1 Racing também será vendida mediante assinatura?
Por enquanto, não. Nós temos um setor de assinaturas na editora, mas inicialmente preferimos vendê-la apenas nas bancas.
Na primeira fase da revista, muitos assinantes se sentiram lesados pela Plano A pelo fato de a revista ter deixado de circular sem explicações, mesmo com as assinaturas pagas, sem ressarcimento. Nessa nova fase, haverá alguma compensação quanto a isso?
Nosso setor de assinaturas terá em breve uma reunião com a Plano A para ver como ficou essa situação. Queremos analisar o que foi negociado com os assinantes para tentarmos buscar uma solução. Isso não vai ser esquecido.
Qual será o porcentual do material produzido no Brasil?
Os assuntos que vierem da Inglaterra e que sejam de interesse geral nós vamos aproveitar na edição brasileira. Em outros casos, vamos optar por material nosso, mas sem descaracterizar a revista, pois ela tem um padrão internacional. Fizemos um acordo com a Haymarket para termos cerca de 30% da revista dedicados ao conteúdo nacional, produzido por colaboradores do Brasil, como foi o caso agora, com a entrevista do Rubens Barrichello, o perfil do Jenson Button e a análise do GP de Abu Dhabi. Isso é algo exclusivo, que não acontece nos outros países onde a revista é publicada.
Que novidades vocês pretendem mostrar quanto ao material produzido aqui?
Para o ano que vem, queremos aproveitar esse espaço para contar a história do Brasil na Fórmula-1, com perfis de todos os pilotos brasileiros que já passaram pela categoria, por exemplo, principalmente por causa da geração mais nova, que nunca ouviu falar ou não conhece a história de nomes como Raul Boesel ou José Carlos Pace.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.


