quinta-feira, 30 de abril de 2009

Quer saber mais sobre o Ratzenberger?

Primeiro, gostaria de pedir desculpas aos leitores. Quem leu a homenagem ao Roland Ratzenberger que publiquei hoje durante a madrugada deve ter percebido alguns pequenos erros no texto, resultantes do sono que àquela altura me dominava por completo. Vi os erros agora há pouco mas todos já foram devidamente corrigidos.

E quem quiser saber um pouco mais sobre a vida e a carreira do Ratzenberger pode me acompanhar no Twitter ou ler o menu do blog aí à direita, onde daqui a pouco irei publicar microposts com algumas curiosidades sobre o piloto.

Roland Ratzenberger: 15 anos depois

Roland RatzenbergerEm 1986, a principal categoria do automobilismo esportivo via pela última vez um de seus pilotos morrer em função de um acidente nas pistas. Foi quando o italiano Elio de Angelis perdeu o controle de sua Brabham BT55 durante testes particulares em Paul Ricard, na França, e morreu um dia depois.

Mas há exatos 15 anos, quando ninguém esperava, o fantasma da morte decidiu cobrar novamente seu preço. E na tarde do dia 30 de abril de 1994, durante os treinos de classificação para o GP de San Marino, em Ímola, a Fórmula-1 perdia não só mais uma batalha contra o perigo, mas também o jovem austríaco Roland Ratzenberger.

Nascido em Salzburgo, em 1960, Ratzenberger alimentou desde criança sua paixão pelos carros. O interesse precoce era tanto que, aos quatro anos, era capaz de reconhecer a marca de qualquer automóvel que passasse em frente à sua casa. O gosto pela velocidade e pelas competições não demorou a chegar, e Roland acompanhava as corridas com atenção, especialmente quando havia algum piloto austríaco na disputa. Não foi à toa que, aos 10 anos, Roland desabou em lágrimas ao ouvir pelo rádio as primeiras notícias da morte de seu ídolo, Jochen Rindt, durante os treinos para o GP da Itália, em Monza.



Seu pai, Rudolf, bem que tentou afastá-lo das pistas, mas não teve jeito, e Roland não sossegou até alcançar, em 1994, o maior objetivo de sua vida, sua maior paixão: a Fórmula-1. Em uma entrevista publicada em 1999 na revista F1 Racing inglesa, Rudolf fez uma simples constatação ao ser questionado sobre a escolha profissional do filho: "Se ele tivesse optado por se tornar um jogador de tênis, talvez ele não tivesse a mesma satisfação, certo?". Sábias palavras.

A realização de um sonho

Na Fórmula-1, infelizmente a passagem de Ratzenberger durou pouco - apenas uma corrida, em Aida, no Japão, onde terminou em 11º lugar. Antes disso, Roland não se classificara em Interlagos, e fazia em Ímola sua terceira tentativa de garantir um lugar no grid.

Para ele, Ímola era um lugar especial, pois foi justamente ali que realizou seu primeiro teste com um carro de Fórmula-1, o que lhe garantiu um lugar na pequena Simtek para disputar cinco corridas, pagas com dinheiro do próprio bolso, acumulado durante os anos em que correu na Fórmula-3000 Japonesa.

Lembro até hoje de tudo o que aconteceu naquele 30 de abril que poucos fãs da Fórmula-1 esquecem. Só fiquei sabendo do que acontecera à noite, depois de um dia de trabalho, quando pus para rodar a fita que deixara preparada durante a manhã. Depois do susto do dia anterior, quando Rubens Barrichello sofrera o terrível acidente que quase lhe custou a vida, o inesperado aconteceu e veio o acidente na Curva Villeneuve, repentino e fatal.

Até então, desde que comecei a acompanhar as corridas, em 1978, só havia tido uma noção exata do quanto esse esporte é perigoso ao ouvir as notícias da morte de De Angelis. Antes disso, dois pilotos que cheguei a ver em atividade haviam morrido em acidentes em Grandes Prêmios: Gilles Villeneuve e Riccardo Paletti, ambos na temporada de 1982. A pouca idade, no entanto, se encarregou de que eu não desse a menor atenção para esses acidentes naquela época.


As imagens da cabeça inerte de Ratzenberger e o capacete sujo de sangue não deixavam dúvidas: algo muito grave tinha acontecido. E pela segunda vez eu voltava a ter uma incômoda sensação, ao perceber que a Fórmula-1 estava prestes a dar adeus a mais um de seus astros. Acompanhando a dramática encenação de socorro ao piloto austríaco, lembro de ter comentado com minha mãe que, apesar de tudo, a corrida seria disputada e, por essa razão, outro piloto iria morrer (obviamente, sem ter a menor idéia de quem seria o escolhido da vez). O resto, como se sabe, é história.

Leia também:

- Homenagem a Roland Ratzenberger (GP Total)

* Créditos das Fotos: Sutton Images e Getty Images

Os números do Bahrein - Parte 2

Em seis provas disputadas até agora no Bahrain, só duas terminaram com dobradinha de uma equipe, ambas pela Ferrari, em 2004 (Michael Schumacher e Rubens Barrichello) e em 2008 (Felipe Massa e Kimi Räikkönen). E Räikkönen, curiosamente, foi quem mais subiu ao pódio nesse Grande Prêmio, sendo duas vezes pela McLaren (2005 e 2006) e duas pela Ferrari (2007 e 2008).

Com a vitória este ano, Jenson Button conquistou seu segundo pódio no circuito de Sakhir, onde foi também o terceiro colocado em 2004, quando ainda corria pela extinta BAR. Com a Honda, obteve um quarto lugar em 2006 e amargou dois abandonos nos dois anos seguintes, somados ao abandono de 2005, ainda pela BAR.

Isto foi o suficiente para transformá-lo no recordista de abandonos no GP barenita, sendo um por causa de problemas na embreagem e os outros dois por ter se envolvido em acidentes com David Coulthard e Ralf Schumacher. Entre as equipes, as mais azaradas no Bahrain são Red Bull, Renault, Super Aguri e Toro Rosso, com três abandonos cada uma.

Apesar do péssimo resultado na corrida deste ano, Felipe Massa é o piloto que até agora liderou mais voltas no GP do Bahrain, em apenas duas edições (2007 e 2008), com 102 voltas, seguido por Fernando Alonso, com 80 voltas, e Michael Schumacher, com 77.

Em apenas duas ocasiões o piloto detentor da pole position marcou a melhor volta da prova. Foi em 2004, com Michael Schumacher, e em 2007, com Felipe Massa. E da mesma forma como já havia acontecido na China, nenhum piloto marcou por mais de uma vez a volta mais rápida da prova: Michael Schumacher/Ferrari (2004), Pedro de La Rosa/McLaren (2005), Nico Rosberg/Williams (2006), Felipe Massa/Ferrari (2007), Heikki Kövalainen/McLaren (2008) e Jarno Trulli/Toyota (2009).

E em 2006, a corrida terminou com a menor diferença entre o vencedor (Fernando Alonso/Renault) e o segundo colocado (Michael Schumacher/Ferrari), com apenas 1.246 de intervalo.

sábado, 25 de abril de 2009

Os números do Bahrein - Parte 1

A Toyota voltou a marcar a pole position depois de um jejum de pouco mais de três anos. A última vez foi no Japão, em 2005. Já Jarno Trulli quebrou um jejum de 66 corridas sem largar na pole. A última vez foi também em 2005, nos Estados Unidos. Pegando carona, a Itália voltou a ampliar suas estatísticas com a pole de Trulli, três anos após Giancarlo Fisichella ter marcado o melhor tempo nos treinos para o GP da Malásia de 2006.

Com a definição do grid para a corrida de amanhã, esta é segunda vez que a primeira fila é formada por carros da mesma equipe nesta temporada. No Bahrain, além da Toyota, somente a Ferrari largou com seus dois pilotos na primeira fila, o que só aconteceu em duas ocasiões: em 2004, com Michael Schumacher na pole e Rubens Barrichello na segunda posição, e em 2006, com Schumacher novamente na pole e Felipe Massa ocupando o segundo lugar do grid.

Em compensação, o maior número de largadas na primeira fila é do Brasil, sendo uma de Barrichello e três de Massa. A Alemanha tem três largadas na primeira fila do grid, todas pelas mãos de Michael Schumacher.

Largar na pole position no GP do Bahrain, aparentemente, traz alguma sorte ao piloto, pois em todas as cinco edições já realizadas até agora o detentor da pole terminou sempre no pódio, sendo três vezes com vitória (2004: Schumacher, 2005: Fernando Alonso e 2007: Massa), um segundo lugar (2006: Schumacher) e um terceiro (2008: Robert Kubica). Será que amanhã a história irá se repetir?

Pulando para os números, o carro 20 foi o que deu menos sorte aos pilotos, causando cinco abandonos no Bahrain, um em cada ano (Kimi Räikkönen/McLaren, Christian Klien/Red Bull, Jacques Villeneuve/BMW-Sauber, Vitantonio Liuzzi/Toro Rosso e Nelsinho Piquet/Renault).

Ao longo de toda a história da Fórmula-1, os carros com o número 20 já deixaram muita gente boa na mão, como Wolfgang von Trips, Jochen Rindt, Carlos Reutemann, Keke Rosberg, Emerson Fittipaldi e Nélson Piquet. Agora, a bola da vez é o alemão Adrian Sutil, que já sofreu 18 abandonos com este número, a maioria pela equipe Force India. Será que a "maldição do 20" terá continuidade no Bahrain este ano?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Os números da China - Parte 2

Com a vitória de ontem, Sebastian Vettel tornou-se o sexto piloto a subir ao lugar mais alto do pódio em Xangai, em seis edições realizadas até agora neste circuito. Antes dele, o GP da China teve cinco pilotos vencedores: Rubens Barrichello/Ferrari (2004), Fernando Alonso/Renault (2005), Michael Schumacher/Ferrari (2006), Kimi Räikkönen/Ferrari (2007) e Lewis Hamilton/McLaren (2008).

Sebastian Vettel - China 2009
Situação semelhante só ocorreu em duas outras ocasiões, em que nenhum piloto repetiu vitória no mesmo evento. No GP dos EUA-Long Beach: 1976 (Clay Regazzoni/Ferrari), 1977 (Mario Andretti/Lotus), 1978 (Carlos Reutemann/Ferrari), 1979 (Gilles Villeneuve/Ferrari), 1980 (Nelson Piquet/Brabham), 1981 (Alan Jones/Williams), 1982 (Niki Lauda/McLaren) e 1983 (John Watson/McLaren). E no GP de Luxemburgo: Jacques Villeneuve/Williams (1997) e Mika Häkkinen/McLaren (1998).

Na China, aconteceu o mesmo entre os que marcaram a volta mais rápida da prova: Michael Schumacher/Ferrari (2004), Kimi Räikkönen/McLaren (2005), Fernando Alonso/Renault (2006), Felipe Massa/Ferrari (2007), Lewis Hamilton/McLaren (2008) e Rubens Barrichello/Brawn GP (2009).

Este ano foi a quarta vez em que pilotos da mesma equipe ocuparam dois lugares do pódio: 2006 (Renault: 2º Fernando Alonso/3º Giancarlo Fisichella), 2007 (Ferrari: 1º Kimi Räikkönen / 3º Felipe Massa), 2008 (Ferrari: 2º Felipe Massa / 3º Kimi Räikkönen) e 2009 (Red Bull: 1º Sebastian Vettel / 2º Mark Webber), sendo esta última a primeira dobradinha 1-2 do GP da China e a primeira da equipe.

Entre os pilotos em atividade, o maior número de abandonos no circuito de Xangai é de Jarno Trulli (2006, 2008 e 2009) e Adrian Sutil (2007, 2008 e 2009). Felipe Massa já abandonou duas vezes no mesmo circuito (2006 e 2009), enquanto Kimi Räikkönen, Robert Kubica, Lewis Hamilton, Heikki Kövalainen e Kazuki Nakajima têm apenas um abandono cada um.

Fernando Alonso é o recordista de voltas na liderança no GP da China, com um total de 84 voltas, seguido por Lewis Hamilton (77), Sebastian Vettel (49), Rubens Barrichello (47), Kimi Räikkönen (31), Michael Schumacher (15), Giancarlo Fisichella (13), Jenson Button (13), Heikki Kövalainen (3), Mark Webber (2), Ralf Schumacher (1) e Robert Kubica (1). Somente em 2005 a corrida teve uma vitória de ponta a ponta, com Alonso liderando as 56 voltas da prova.

E pela primeira vez o piloto detentor da pole position venceu o GP da China. Por apenas 0.291 segundos Sebastian Vettel não marcou também a melhor volta da corrida, o que garantiria seu primeiro hat trick na Fórmula-1.

Apesar de terminar fora da zona de pontuação na corrida de ontem, Fernando Alonso ainda é o piloto que mais pontuou no circuito de Xangai, com um total de 36 pontos, seguido por Kimi Räikkönen, com 30. Jenson Button é o terceiro na tabela, com 24 pontos, e Felipe Massa e Rubens Barrichello seguem empatados com 18 pontos cada um.

Leia também:

- Curiosidades do GP da China (Blog do Capelli)

* Crédito da Foto: GEPA Pictures

As equipes vencedoras da Fórmula-1

Com a bela vitória de Sebastian Vettel no GP da China - a segunda de sua carreira na Fórmula-1 -, a Red Bull tornou-se a mais nova equipe a entrar para a lista dos times vitoriosos da categoria. Curiosamente, a primeira vitória de Vettel, no GP da Itália do ano passado, também ocorreu sob chuva, sendo também o melhor resultado da pequena e simpática Toro Rosso. Mas as coincidências não páram por aí, já que ambas pertencem ao mesmo dono, o austríaco Dietrich Mateschitz.

Além de Vettel, apenas outros quatro pilotos foram responsáveis pela primeira vitória de uma equipe por mais de uma vez: Juan Manuel Fangio (Maserati e Mercedes), Stirling Moss (Cooper, Vanwall e Lotus), Dan Gurney (Porsche, Brabham e Eagle) e Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell).

E a temporada de 1977 foi a única até agora com o maior número de equipes estreando na lista dos times vencedores, com as vitórias da Shadow, na Áustria; da Ligier, na Suécia; e da Wolf, na Argentina.

Logo mais, publicarei aqui a segunda parte dos números do GP da China, com algumas estatísticas interessantes. Enquanto isso, confira agora a lista das 34 equipes vencedoras na Fórmula-1 e os nomes dos pilotos responsáveis por suas primeiras vitórias:

Alfa Romeo - Giuseppe Farina (Inglaterra/1950)
Benetton - Gerhard Berger (México/1986)
BMW-Sauber - Robert Kubica (Canadá/2008)
Brabham - Dan Gurney (França/1964)
Brawn GP - Jenson Button (Austrália/2009)
BRM - Jo Bonnier (Holanda/1959)
Cooper - Stirling Moss (Argentina/1958)
Eagle - Dan Gurney (Bélgica/1967)
Epperly - Sam Hanks (Indianápolis/1957)
Ferrari - José Froilan González (Inglaterra/1951)
Hesketh - James Hunt (Holanda/1975)
Honda - Richie Ginther (México/1965)
Jordan - Damon Hill (Bélgica/1998)
Kurtis Kraft - Johnnie Parsons (Indianápolis/1950)
Kuzma - Troy Ruttman (Indianápolis/1952)
Ligier - Jacques Laffite (Suécia/1977)
Lotus - Stirling Moss (Mônaco/1960)
March - Jackie Stewart (Espanha/1970)
Maserati - Juan Manuel Fangio (Itália/1953)
Matra - Jackie Stewart (Holanda/1968)
McLaren - Bruce Mclaren (Bélgica/1968)
Mercedes - Juan Manuel Fangio (França/1954)
Penske - John Watson (Áustria/1976)
Porsche - Dan Gurney (França/1962)
Red Bull - Sebastian Vettel (China/2009)
Renault - Jean-Pierre Jabouille (França/1979)
Shadow - Alan Jones (Áustria/1977)
Stewart - Johnny Herberg (Europa/1999)
Toro Rosso - Sebastian Vettel (Itália/2008)
Tyrrell - Jackie Stewart (Espanha/1971)
Vanwall - Tony Brooks e Stirling Moss (Inglaterra/1957)
Watson - Pat Flaherty (Indianápolis/1956)
Williams - Clay Regazzoni (Inglaterra/1979)
Wolf - Jody Scheckter (Argentina/1977)

sábado, 18 de abril de 2009

Os números da China - Parte 1

O treino de qualificação para o GP da China terminou com os motores Renault ocupando as três primeiras posições do grid de largada, depois de mais de uma década sem repetir a proeza. A última foi em 1996, no GP de Portugal, com Damon Hill (Williams) marcando a pole e Jacques Villeneuve (Williams) e Jean Alesi (Benetton) vindo em seguida.

Mas foi em 1995 que a montadora francesa teve seus motores ocupando as três primeiras posições do grid mais vezes. No total, foram 12 GPs: Brasil, Argentina, Mônaco, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha, Hungria, Portugal, Europa, Pacífico e Austrália. Antes, a Renault só tinha feito o mesmo em 1993 (França) e em 1984 (EUA-Dallas).

A equipe Renault marcou sua terceira pole na China - as outras duas foram pelas mãos de Fernando Alonso, em 2005 e 2006 - e só ela ocupou os dois lugares da primeira fila até agora no circuito de Xangai, em 2005 e 2006, sempre com Alonso na pole e Giancarlo Fisichella na segunda posição do grid.

Por duas vezes, no entanto, largar na frente representou alguma vantagem, dando ao pole position a chance de marcar a volta mais rápida durante a prova. A primeira foi em 2006, com Alonso (Renault); a segunda em 2008, com Lewis Hamilton (McLaren).

E graças a Sebastian Vettel, esta é a primeira vez que um piloto alemão marca a pole position na China. No total, é a 80ª pole conquistada por um bávaro na Fórmula-1. E quem mais largou na primeira fila foram Alonso, Fisichella, Hamilton e Kimi Räikkönen, em quatro anos consecutivos: 2005 (Alonso e Fisichella), 2006 (Alonso / Fisichella), 2007 (Raikkonen / Hamilton) e 2008 (Hamilton / Raikkonen).

Marcar a pole em Xangai pode dar alguma esperança a Vettel de conquistar sua segunda vitória na Fórmula-1. Nas outras cinco edições da prova, em três delas o pole position terminou com vitória: em 2004 (Rubens Barrichello/Ferrari), 2005 (Fernando Alonso/Renault) e 2008 (Lewis Hamilton/McLaren). Mas só um piloto alemão marcou a pole com motor Renault e ganhou a corrida. Foi Michael Schumacher (Benetton), em quatro ocasiões, todas em 1995: San Marino, Espanha, Canadá e Japão.

Leia também:

- Curiosidades do GP da China (Blog do Capelli)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fórmula-1 também é diversão

No mês passado, o Ivan Capelli brindou seus leitores com mais um jogo, o Trunfo das Equipes, com 32 cartas homenageando algumas das principais equipes da Fórmula-1. O jogo é inspirado no famoso Super Trunfo, lançado pela Grow nos anos 80 e que virou uma verdadeira febre entre as crianças daquela época.

Para incrementar ainda mais a diversão e levar os fãs à loucura, o leitor Robson Moraes presenteou a todos com uma versão online do mesmo jogo, publicado ontem de manhã pelo Capelli, e que rapidamente se tornou um verdadeiro sucesso.

Fiz um test-drive agora há pouco e perdi na primeira tentativa. Mesmo assim, não dá para negar: o joguinho é sensacional e totalmente viciante. Recomendo a todos.

domingo, 5 de abril de 2009

Os números da Malásia - Parte 3

A corrida de hoje foi a quinta, em toda a história da Fórmula-1, a ter apenas a metade dos pontos válidos pelo campeonato por terem sido interrompidas antes do tempo mínimo determinado pelo regulamento. As outras vezes em que isso aconteceu foram na Itália Espanha e na Áustria (ambas em 1975), em Mônaco (1984) e na Austrália (1991). Mas a corrida na Austrália continua sendo a de menor duração até hoje, quando foram disputadas somente 14 voltas, em apenas 24 minutos 34 segundos e 899 milésimos.

E esta foi a quinta vez em que o piloto detentor da pole position conquistou também a vitória na Malásia. Apenas quatro pilotos tiveram essa honra: Michael Schumacher (2000, 2001 e 2004), Fernando Alonso (2005), Giancarlo Fisichella (2006) e Jenson Button (2009). E este ano, Button foi também o responsável pelo primeiro hat trick na Malásia por ter marcado também a melhor volta.

Nick Heidfeld completou hoje sua 30ª corrida consecutiva sem abandono desde o GP da França de 2007 e é o recordista da marca. E Mark Webber é o piloto mais azarado no GP da Malásia até agora, com quatro abandonos (2002, 2003, 2005 e 2006), seguido por Kimi Räikkönen (2001, 2002 e 2006) e Giancarlo Fisichella (2001, 2003 e 2005).

Nico Rosberg foi quem liderou o maior número de voltas na corrida de hoje, com um total de 15, seguido por Jenson Button, com 14. Mas Michael Schumacher segue na liderança entre os pilotos que mais voltas lideraram em todas as edições do GP da Malásia realizadas até agora, com um total de 147. Fernando Alonso vem em seguida, com 128, e Kimi Räikkönen em terceiro, com 75. Entre as equipes, a Ferrari dispara na frente, com 267 voltas no total, seguida por McLaren, com 125, e Renault, com 119.

Schumacher também lidera a lista dos pilotos que mais pontuaram na Malásia, com 48 pontos na tabela. Entre os pilotos em atividade, o líder é Fernando Alonso, com 37 pontos.

Com o quinto lugar de hoje, Rubens Barrichello tomou a terceira posição de Kimi Räikkönen, somando agora 27 pontos no circuito malaio, enquanto o finlandês vem logo atrás, com 26, seguido pelo italiano Jarno Trulli, com 25,5. Dois alemães pontuaram pela pela primeira vez em Sepang na corrida de hoje, com Timo Glock marcando três pontos e Nico Rosberg na lanterna, graças ao meio pontinho conquistado agora há pouco.

Kimi Räikkönen venceu pela primeira vez no GP da Malásia de 2003, pela McLaren. Nesse mesmo ano, Fernando Alonso não só conquistou sua primeira pole como também o primeiro pódio em sua carreira na Fórmula-1, em sua primeira fase na Renault. E Alonso é, entre os pilotos ainda em atividade, o que chegou mais vezes ao pódio em Sepang, em quatro ocasiões (2003, 2005, 2006 e 2007). Barrichello vem logo atrás, empatado com Kimi Räikkönen e Jenson Button, com três pódios cada um.

Button, inclusive, conquistou seu primeiro pódio na Fórmula-1 justamente em Sepang, em 2004, quando ainda corria pela extinta BAR. O líder da tabela, claro, continua sendo Michael Schumacher, com cinco pódios. Entre as equipes, a Ferrari ganha disparado, com 11 pódios sobre a McLaren, com sete, seguida por Williams e Renault, com quatro cada uma.

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- Curiosidades do GP da Malásia (Blog do Capelli)

sábado, 4 de abril de 2009

Os números da Malásia - Parte 2

Definido o grid de largada para o GP da Malásia, com Jenson Button marcando o melhor tempo, a Brawn GP passa a ser a terceira equipe a conquistar a pole position no circuito de Sepang, juntando-se à Ferrari, com sete, e à Renault, com três.

Das dez edições do GP da Malásia realizadas até agora, Michael Schumacher é o piloto que largou mais vezes na primeira fila, sempre na pole position (1999, 2000, 2001, 2002 e 2004), seguido por Fernando Alonso, que largou três vezes na primeira fila, marcando a pole em duas ocasiões (2003 e 2005). Em ambas, teve sempre o italiano Jarno Trulli com o segundo melhor tempo no grid, o que voltou a se repetir nos treinos de hoje.

Entre as equipes, a Ferrari lidera, com dez largadas na primeira fila, sendo três delas com dobradinha: 1999 (Michael Schumacher / Eddie Irvine), 2001 (Michael Schumacher / Rubens Barrichello) e 2008 (Felipe Massa / Kimi Räikkönen). A Renault vem bem atrás, com apenas quatro largadas na primeira fila, sendo uma dobradinha em 2003 (Fernando Alonso / Jarno Trulli), seguida pela McLaren, com duas (2000: Mika Häkkinen e 2007: Fernando Alonso).

Pela terceira vez consecutiva o alemão Adrian Sutil largará na última fila do GP da Malásia, sendo a primeira, em 2007, quando ainda corria pela Spyker, largando em último lugar, na 22ª posição.

Dos outros pilotos ainda em atividade, apenas dois também já marcaram presença na última fila: Fernando Alonso (2001 e 2004) e Mark Webber (2002). Entre as equipes, a extinta Minardi é a recordista, com 11 carros largando na última fila. Curiosamente, na corrida de amanhã, o suíço Sébastian Buemi fará o mesmo pela Toro Rosso, cuja origem é a própria Minardi.

Amanhã tem mais. Enquanto isso, não deixe de enviar seu palpite para o GP da Malásia, indicando quem serão os pilotos que chegarão ao pódio, na ordem de chegada, para concorrer ao livro Ayrton - O Herói Revelado. Saiba como participar.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os números da Malásia - Parte 1

Enquanto o GP da Malásia não vem, pesquisei alguns números interessantes para o deleite daqueles aficionados por estatísticas, como eu.

Na disputa pela pole position, por exemplo, desde 1999, quando a corrida foi realizada pela primeira vez, apenas duas equipes se deram bem até o ano passado: Ferrari e Renault. A equipe de Maranello é a recordista, com um total de sete poles, sendo cinco delas pelas mãos de Michael Schumacher (1999, 2000, 2001, 2002 e 2004) e duas de Felipe Massa (2007 e 2008). Na Renault, Fernando Alonso tem duas (2003 e 2005) e Giancarlo Fisichella só uma (2006), sendo esta a última pole de sua carreira até agora.

Ferrari e Renault também são as únicas a largar com dobradinha na primeira fila na Malásia até agora. A Renault teve essa honra apenas uma vez, em 2003, com Jarno Trulli acompanhando Alonso, enquanto na Ferrari foram três ocasiões: em 1999, com Michael Schumacher e Eddie Irvine; em 2001, com Schumacher e Rubens Barrichello; e em 2008, com Felipe Massa e Kimi Räikkönen.

Com o evidente domínio da Brawn GP neste início de campeonato e o excelente desempenho da Williams nos treinos livres, repetindo a façanha da semana passada, na Austrália, a hegemonia ítalo-francesa está prestes a ser quebrada nos treinos oficiais? O que você acha? Fique à vontade para deixar aqui seus comentários.

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- Curiosidades do GP da Malásia (Blog do Capelli)