
No dia 22 de outubro de 2006, a Fórmula-1 viveu um momento especial, tendo em Interlagos o cenário ideal. Era o dia em que Michael Schumacher, considerado por muitos o maior gênio das pistas de todos os tempos (título que considero uma enorme bobagem, por sinal) despedia-se da Fórmula-1. E em grande estilo, como detentor dos principais recordes da categoria, com destaque para os sete títulos mundiais conquistados entre 1994 e 2004; cinco deles só na Ferrari.
Naquele mesmo dia, Felipe Massa preparava-se para encontrar seu espaço na Fórmula-1 e, principalmente, na equipe de Maranello. Mas em Interlagos a história era outra. O que interessava mesmo ali, naquele momento, era alcançar seu principal objetivo diante da exigente torcida brasileira, que desde 1993 não via um piloto local vencendo em seu próprio país. A última vez foi na inesquecível vitória de Ayrton Senna.
A corrida
Nos treinos de classificação, Massa começou bem, marcando a pole e deixando seu companheiro de equipe na quinta fila, na décima posição do grid. Na largada, Massa saiu-se bem e permaneceu o tempo todo na liderança da prova, perdendo-a apenas durante duas voltas, quando precisou fazer seu pitstop e Fernando Alonso (Renault), que disputava o título com Schumacher, assumiu a ponta.
Schumacher, que na primeira volta ganhara três posições, teve problemas com um pneu furado. Depois de parar nos boxes para a troca dos pneus, caiu para a última posição, dando início a uma recuperação surpreendente, o que garantiu alguns dos melhores momentos da corrida, graças às suas ultrapassagens. Enquanto isso, Massa dominava a prova tranqüilamente, sem sofrer qualquer tipo de ameaça por parte de Alonso.
Na segunda metade da prova, Massa não teve muito trabalho para conduzir sua Ferrari até a bandeirada final, para alegria da torcida, pondo fim a um jejum de 13 anos. Alonso e Jenson Button (Honda) completaram o pódio, enquanto Rubens Barrichello (Honda) terminou na sétima colocação. No pódio, ouvindo o hino nacional e vestido com um macacão verde e amarelo especialmente preparado para a ocasião, Massa passava a ter a certeza de que começava, ali, a cair nas graças do povo.
* Crédito da Foto: Autor desconhecido
Jornalista, 37 anos. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70, quando Emerson Fittipaldi corria pela Copersucar. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.


1 comentário(s):
Vai um comentário aqui, porém sobre o Rubens Barrichello: - Vejam so´que interessante, a Publicação Polonesa WhoPopular, elege todo anos a Personalidade Mundial mais conhecida e admirada em diveras áreas, o nosso querido Rubens Barrichello está recebendo votos de todo o mundo e ultrapassou o Ayrton Senna, confiram ( E votem !!! ) acessando o seguinte endereço:
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