

Piloto pouco expressivo, Inoue vinha fazendo uma péssima temporada, com resultados bem abaixo do esperado. Em Mônaco, conseguiu algo inimaginável até então. Nos treinos livres, ao ser rebocado para os boxes com o motor apagado, teve sua Arrows atingida pelo safety car e foi arrastado por alguns metros pela pista, mas de cabeça para baixo. Por conta disso, virou motivo de piadas durante todo o fim de semana.
Mal sabia ele que, três meses depois, faria parte de um dos momentos mais bizarros da história da Fórmula-1 e que gerou as famosas fotos que ilustram este post. Foi no GP da Hungria, exatamente no dia 13 de agosto, quando Inoue precisou abandonar a prova na 13ª volta com um princípio de incêndio no motor de seu carro.
No desespero para tentar apagar o fogo com um extintor, Inoue não percebeu a aproximação do carro da equipe de socorro, sendo atropelado e jogado sobre o capô, de pernas para o ar. Segundos depois, um dos fiscais que assistiram à cena preferiu cuidar do incêndio do carro, ignorando completamente o pobre piloto.
O acidente não foi grave. Inoue teve a perna esquerda levemente ferida e, duas semanas depois, estava de volta ao grid para disputar o GP da Bélgica. Mas certamente deixou a Hungria como protagonista de uma das cenas mais cômicas daquela temporada.
* Créditos das Fotos: Autor desconhecido (Fonte: F1 Rejects)
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.



5 comentário(s):
Hahahahaha eu me lembro disso,por falta de palavra melhor fica perfeito o "bizarro". Passado o susto inicial as perninhas pra cima do cara foram hilárias. Por onde ele andará?
Abração e parabéns por mais um ótimo post.
RodrigoBM
Caralho, eu ri MUITO das fotos!
Já vi o vídeo desse incidente. Foi bizarro! Foi o melhor momento do Inoue na Fórmula 1 huhauahua!
Nossa! Quanta trapalhada na vida de um piloto apenas...
O Taki Inoue foi um dos japoneses que vieram na onda do Satoru Nakajima e do Aguri Suzuki, que tinham milhões vindos de uma economia forte, com uma moeda forte, que era o Japão daquele tempo. Toshio Suzuki, Hideki Noda e Taki Inoue eram os melhores exemplos, para não falar do Ukyo Katayama, que era uma classe à parte.
Lembro-me que o Inoue (ou será o Noda?) era para guiar o Simtek na segunda metade da temporada de 1995, porque tinha dinheiro fresco do Japão. No entanto, esse piloto era de Kobe, e como em Janeiro houve o tal terramoto e os estragos foram grandes, o dinheiro não apareceu e a equipa fechou.
Fiz uma biografia dele no ano passado, e sei que depois disso tinha virado "manager" de pilotos. E ficara um pouco amargurado com a sua experiência na Formula 1, ou pelo menos, sempre que lhe perguntavam sobre isso, a sua resposta não era certamente das melhores...
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