sábado, 25 de julho de 2009

Brawn GP: um castelo prestes a ruir

Depois de um início de temporada promissor, que dava a Jenson Button a sensação de viver o melhor momento de sua carreira na Fórmula-1, eis que o castelo de areia está prestes a ruir.

Se o GP da Inglaterra foi um belo de um susto à trupe da Brawn GP, o GP da Alemanha, com direito a Mark Webber entrando para o rol dos pilotos vencedores, mostrou que este campeonato tem tudo para proporcionar um final tão emocionante quanto o do ano passado. No meio de uma guerra política nunca antes vista na Fórmula-1, isso é o que a categoria mais precisa nesse momento.

Atenções divididas

Mas se a ameaça da Red Bull - mais do que esperada, é bom lembrar - serviu para tirar o sono de Button, Barrichello, Brawn & Cia., devemos ficar de olho em outros possíveis candidatos a transformar em um belo espetáculo uma corrida tradicionalmente monótona como o GP da Hungria. A começar por Fernando Alonso.

Ao conquistar a 18ª pole position de sua carreira e largando com um fiapo de combustível - apenas 32,5 kg, o que remete a três paradas para reabastecimento -, o piloto espanhol tem todos os ingredientes para protagonizar um belo duelo com a dupla da Red Bull. Pelo menos nas primeiras voltas da prova.

Ruim para Nelsinho Piquet. Se ele tem alguma razão ao devolver as críticas de Flavio Briatore no mesmo tom, peca por deixar seu futuro na Fórmula-1 nas mãos de seu pai. Aos 24 anos, Nelsinho tem idade suficiente para caminhar com as próprias pernas e com isso decidir sozinho o que é melhor para sua carreira. Em um ambiente carregado como o da Renault, o melhor seria procurar um lugar melhor na categoria. Do jeito que está, sua permanência na equipe francesa não passa de um sopro de vida, servindo apenas para adiar o inevitável.

Na McLaren, as mudanças aerodinâmicas, embora pequenas, fizeram uma enorme diferença, pondo Lewis Hamilton e Heikki Kövalainen em boas condições de disputa pelas primeiras posições. Na situação atual da equipe, que este ano não é nem sombra do que foi nos dois últimos anos, se ao menos um deles terminar no pódio o time já estará no lucro.

O mesmo vale para Nico Rosberg, que tem feito um excelente trabalho em 2009 e merece muito conseguir um bom lugar no ano que vem. Um pódio neste fim de semana viria em boa hora. Que dirá uma vitória, hoje objeto de desejo da Williams.

Ao que tudo indica, a corrida tem tudo para terminar com mais um trunfo da Red Bull. Apesar do favoritismo em torno de Sebastian Vettel, não descarto uma segunda vitória de Webber. Com a renovação de seu contrato após a vitória na Alemanha, o australiano está mais do que motivado para dar algum trabalho ao jovem alemão.

1 comentário(s):

Will disse...

Interessante abordagem sobre a situação do campeonato.
É interessante notar como as coisas podem mudar na F1.
O que se falava da Brawn antes, se diz da Red Bull hoje.
Será que logo adiante não poderemos ter outra equipe destaque?