Patrick Tambay e seu filho, Adrien, que atualmente corre na Fórmula-3 EuroseriesMesmo começando tarde, Tambay provou ser capaz de mostrar seu talento nas pistas, embora sem a dose necessária que pudesse fazer dele um campeão. Hoje, passados 23 anos após sua saída da Fórmula-1, seu principal laço com a categoria está em Jacques Villeneuve, de quem é padrinho.
Sua estréia no automobilismo ocorreu no começo dos anos 70, quando venceu a Pilote Elf Competition e ganhou o passaporte para correr na Fórmula Renault, onde foi vice-campeão, em 1973. Foi o suficiente para tentar a Fórmula-2 Européia no ano seguinte, ficando por lá até 1977, com um saldo nada promissor de acidentes e poucas vitórias, o que acabou contribuindo para sua demissão da equipe Elf, dando lugar a Didier Pironi.
Sem opções, Tambay foi tentar a sorte nos Estados Unidos, correndo na CanAm a convite de Carl Haas e Jim Hall, substituindo Brian Redman, que havia se acidentado seriamente. E a sorte estava mesmo ao seu lado quando venceu seis das sete etapas do campeonato, conquistando um título que, provavelmente, deve ter sido o mais fácil de toda a sua carreira.
O auge nas pistas
Patrick Tambay no GP dos Estados Unidos, em Long Beach (1983)Com o título da CanAm nas mãos, a grande virada surgiu com o convite para correr na Fórmula-1 pela equipe de John Surtees, a essa altura já a caminho da decadência e carente de resultados. A estréia seria no GP da França, em Dijon-Prenois, mas tudo não passou de um fiasco e Tambay não conseguiu se classificar para a corrida.
Uma nova tentativa surgiu nas etapas seguintes, desta vez pela equipe Theodore, terminando o ano com um sexto lugar na Alemanha e dois quinto lugares, na Holanda e no Canadá, e cinco pontos no campeonato. Um feito e tanto para um estreante.
Em 1978, assinou contrato com a McLaren (na época sob o comando do saudoso Teddy Mayer), onde conquistou oito pontos em 1978 e saiu zerado no ano seguinte. Em 1980, uma nova investida na CanAm o levou mais uma vez à conquista do campeonato.
Tambay voltou à Fórmula-1 em 1981, pela Ligier, encerrando o ano com apenas um ponto. Em 1982, veio o convite da Ferrari, pela qual obteve os melhores momentos de sua carreira, incluindo suas duas vitórias na categoria, na Alemanha, em 1982, e em San Marino, em 1983, quando terminou em quarto lugar na classificação geral do campeonato, com 40 pontos.
Na equipe Renault, onde correu em 1984 e 1985, teve alguns bons momentos, mas sem o mesmo sucesso de seus tempos de Maranello, terminando os dois campeonatos com 11 pontos cada um e um saldo de apenas três pódios. Em 1986, pela equipe Haas, o melhor que conseguiu foi um quinto lugar na Áustria e dois pontos no campeonato, encerrando de forma melancólica sua participação na Fórmula-1.
A vida depois da Fórmula-1
Nos anos seguintes, Tambay dedicou-se a competições de todos os tipos, incluindo as 24 Horas de Le Mans, onde foi o quarto colocado em 1989, além de terminar duas vezes entre os três primeiros no rali Paris-Dakar. Em 1994, trabalhou por um breve período como relações públicas da Larrousse.
Desde que se afastou definitivamente das competições, passou a trabalhar como comentarista de automobilismo da TV francesa e, mais recentemente, foi eleito vice-prefeito da pequena cidade de Le Cannet, nos arredores de Cannes. Hoje, seu filho Adrien disputa a Fórmula-3 Euroseries, pela equipe ART Grand Prix.
Histórico na Fórmula-1
Estréia: 1977 (GP da Inglaterra / Theodore-Ford)
Equipes: Surtees, Theodore, McLaren, Ligier, Ferrari e Haas
GPs Disputados: 123
Vitórias: 2
Pole Positions: 5
Largadas na 1ª Fila: 9
Melhores Voltas: 2
Voltas na Liderança: 195
Pódios: 11
Pontos: 103
Abandonos: 59
Melhor Resultado: 4º colocado no campeonato, em 1983, com 40 pontos
* Créditos da Fotos: Brad Spurgeon/IHT (Patrick e Adrien) e Dempsey Warren
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.



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