
Depois de tanta troca de farpas no meio da novela FIA x Fota, e que sempre evitei replicar aqui neste espaço, eis que tudo acabou como muita gente esperava e a Fórmula-1 continua como está, até segunda ordem, para o bem do esporte.
Como eu já havia escrito na semana passada, dificilmente a Fota iria voltar atrás em sua decisão, uma vez que o principal objetivo não era exatamente abandonar a Fórmula-1, e sim forçar Max Mosley a abrir mão de disputar a reeleição da presidência da FIA. E foi justamente o que aconteceu, resultando em uma merecida vitória das equipes. Era apenas uma questão de tempo.
No acordo estabelecido na reunião de ontem em Paris, onde ficou decidido que nos próximos dois anos a Fórmula-1 deverá atingir os mesmos níveis de gastos de 1990, é evidente que tudo isso teve o dedo de Bernie Ecclestone, que nunca gostou da idéia de perder dinheiro e não seria agora que essa postura iria mudar.
Fechada a cortina e com a crise aparentemente resolvida, as atenções agora certamente irão se concentrar nos nomes dos possíveis candidatos à sucessão de Max Mosley. A Fota aposta no nome de Ari Vatanen, campeão mundial de rali em 1981, mas devemos todos ficar de olho também em Michel Boeri, presidente do Automóvel Clube de Mônaco.
Muito se falou nos nomes de Flavio Briatore e Jean Todt, mas presidência da FIA é para peixe graúdo, e nenhum dos dois, a meu ver, se encaixa nessa categoria quando comparados a Vatanen ou Boeri no âmbito político. Até as eleições de outubro, podem ter certeza de que muita água vai rolar.
Quem vocês acham que irá substituir Max Mosley na presidência da FIA? Alguma coisa irá melhorar com a nova gestão? Aproveite o link de comentários para deixar aqui sua opinião.
* Crédito da Foto: Frank May/EPA
Jornalista, 37 anos. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70, quando Emerson Fittipaldi corria pela Copersucar. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.


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