Longe dos tempos de glória, quando era a equipe a ser batida nos anos 90, a Williams vinha passando por maus bocados em suas finanças, o que se agravou com a chegada da crise econômica e a perda de dois grandes patrocinadores (Baugur e Lenovo). Com um orçamento modesto, tudo indicava um futuro nebuloso para a equipe, tornando ainda mais difícil a briga por bons resultados, fazendo frente às equipes ligadas a grandes montadoras.
Pois quem apostou no fracasso da equipe nesta temporada, entre os quais me incluo, queimou a língua ao ver Nico Rosberg e Kazuki Nakakima andando bem durante os treinos livres e de qualificação para o GP da Austrália, em Melbourne. O resultado é Rosberg largando na terceira fila do grid, transformando-se em sério candidato a uma vitória. Se mantiver resultados parecidos nas duas ou três próximas corridas, já sairá no lucro.
É certo que a equipe dependerá e muito da obtenção de resultados constantes durante todo o ano para conquistar uma posição de destaque no campeonato, o que será uma tarefa relativamente fácil no que depender de Rosberg. Mas suas limitações de orçamento poderão colocar tudo a perder.
Jornalista, carioca e desde 2005 vivendo em São Paulo. Acompanha a Fórmula-1 desde o final dos anos 70. Hoje, faz questão de recordar os melhores momentos da principal categoria do automobilismo mundial.



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